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A prática do mergulho e a patologia ORL : barotrauma

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Detalhes bibliográficos
Resumo:O mergulho recreativo sofreu um aumento significativo de praticantes ao longo dos últimos 40 anos. Apesar de ser uma prática desportiva segura, apresenta ainda assim riscos potenciais para o mergulhador. Cerca de 80% das patologias provocadas pelo mergulho envolvem a cabeça e o pescoço e as mais comuns nos mergulhadores recreativos envolvem o sistema auditivo. Serão então abordadas as patologias mais frequentes da cabeça e pescoço do mergulhador, como a otite externa, as exostoses e o trauma provocado pelas variações de pressão (barotrauma). O barotrauma foi abordado de acordo com as suas diferentes apresentações. Considerou-se então o barotrauma do ouvido médio, que é o mais prevalente e tende a resolver espontaneamente sem sequelas. O barotrauma do ouvido interno, que embora menos frequente, é potencialmente mais grave com eventuais défices auditivos permanentes. Foram também abordados o barotrauma dos seios perinasais, habitualmente auto-limitado, mas que pode ter manifestações neurológicas e o barotrauma da face e dos dentes. Técnicas simples de equalização como a manobra de Valsava, bem como a evicção do mergulho nas situações que predisponham a uma disfunção da trompa de Eustáquio (infecções respiratórias superiores/sinusite), podem prevenir o barotrauma do ouvido e dos seios perinasais.
Autores principais:Caldeira, Filipe Manuel Estêvão
Assunto:Mergulho Ouvido Barotrauma Otorrinolaringologia
Ano:2016
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:O mergulho recreativo sofreu um aumento significativo de praticantes ao longo dos últimos 40 anos. Apesar de ser uma prática desportiva segura, apresenta ainda assim riscos potenciais para o mergulhador. Cerca de 80% das patologias provocadas pelo mergulho envolvem a cabeça e o pescoço e as mais comuns nos mergulhadores recreativos envolvem o sistema auditivo. Serão então abordadas as patologias mais frequentes da cabeça e pescoço do mergulhador, como a otite externa, as exostoses e o trauma provocado pelas variações de pressão (barotrauma). O barotrauma foi abordado de acordo com as suas diferentes apresentações. Considerou-se então o barotrauma do ouvido médio, que é o mais prevalente e tende a resolver espontaneamente sem sequelas. O barotrauma do ouvido interno, que embora menos frequente, é potencialmente mais grave com eventuais défices auditivos permanentes. Foram também abordados o barotrauma dos seios perinasais, habitualmente auto-limitado, mas que pode ter manifestações neurológicas e o barotrauma da face e dos dentes. Técnicas simples de equalização como a manobra de Valsava, bem como a evicção do mergulho nas situações que predisponham a uma disfunção da trompa de Eustáquio (infecções respiratórias superiores/sinusite), podem prevenir o barotrauma do ouvido e dos seios perinasais.