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Imobilização sistemática com colar cervical : que evidência?

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Detalhes bibliográficos
Resumo:O colar cervical é um dispositivo de imobilização utilizado em larga escala na emergência pré-hospitalar, particularmente em vítimas de trauma. Estudos recentes começam a questionar os benefícios da sua utilização e apontam diversos efeitos adversos até aqui descartados. A incidência relativamente baixa de lesões vértebro-medulares cervicais levou os investigadores a reconsiderarem a imobilização sistemática das vítimas usando colar cervical. Sabe-se que a cada centena de imobilizações preconizadas apenas uma pessoa beneficia dessa actuação. Todas as outras, além de serem avaliadas tardiamente a nível hospitalar, experienciam as adversidades associadas à imobilização. Diversos estudos sugerem que a deterioração neurológica pós trauma não se relaciona apenas com a imobilização correcta das vítimas, mas com outros factores associados quer à lesão primária, quer ao próprio doente. Ao contrário do que se pensava, o mecanismo de lesão não deve ser factor preponderante na tomada de decisão, é necessário integrar sinais e sintomas de forma a regular a utilização do colar. Além do desconforto e ansiedade, tem se identificado o aumento da pressão intracraniana e as úlceras de pressão como principais efeitos adversos cuja incidência poderá eventualmente diminuir com uma utilização mais racional dos dispositivos de imobilização.
Autores principais:Gante, Cristiano da Silva
Assunto:Colar cervical Trauma cervical Imobilização Emergência médica
Ano:2017
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:O colar cervical é um dispositivo de imobilização utilizado em larga escala na emergência pré-hospitalar, particularmente em vítimas de trauma. Estudos recentes começam a questionar os benefícios da sua utilização e apontam diversos efeitos adversos até aqui descartados. A incidência relativamente baixa de lesões vértebro-medulares cervicais levou os investigadores a reconsiderarem a imobilização sistemática das vítimas usando colar cervical. Sabe-se que a cada centena de imobilizações preconizadas apenas uma pessoa beneficia dessa actuação. Todas as outras, além de serem avaliadas tardiamente a nível hospitalar, experienciam as adversidades associadas à imobilização. Diversos estudos sugerem que a deterioração neurológica pós trauma não se relaciona apenas com a imobilização correcta das vítimas, mas com outros factores associados quer à lesão primária, quer ao próprio doente. Ao contrário do que se pensava, o mecanismo de lesão não deve ser factor preponderante na tomada de decisão, é necessário integrar sinais e sintomas de forma a regular a utilização do colar. Além do desconforto e ansiedade, tem se identificado o aumento da pressão intracraniana e as úlceras de pressão como principais efeitos adversos cuja incidência poderá eventualmente diminuir com uma utilização mais racional dos dispositivos de imobilização.