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O muro habitado

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Resumo:Fruto de um crescimento exponencial das cidades e das suas periferias, os tecidos urbanos que hoje envolvem os núcleos sedimentados iniciais, são essencialmente constituídos por espaços de habitar que deveriam assegurar uma vivência de qualidade para os que o habitam. No entanto, face ao crescimento desregulado a que assistimos, deparamo-nos com a existência de espaços e construções de qualidade e habitabilidade questionáveis, contrariando a premissa de uma vivência qualificada que a cidade deveria pressupor. Este processo célere e desregulado acabou por fazer surgir espaços desarticulados sem qualidade arquitetónica e/ou territorial. A definição de uma relação entre o território e o habitante, através da requalificação de um lugar expectante, surge como ponto fulcral do projeto. A proposta arquitetónica consiste na definição de um limite habitado – o MURO HABITADO – de carácter linear, mas marcante, que permite maximizar a vivência e a deambulação no espaço. A reflexão em torno do vazio enquanto princípio e elemento estruturante do espaço interior conjugado com os atuais paradigmas de família e habitação, deu origem a espaços de habitação flexíveis organizados por nichos - hollow structures.
Autores principais:Reis, Mariana Marto
Assunto:muro habitado hollow structure vazio área de impunidade território periurbano
Ano:2023
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:Fruto de um crescimento exponencial das cidades e das suas periferias, os tecidos urbanos que hoje envolvem os núcleos sedimentados iniciais, são essencialmente constituídos por espaços de habitar que deveriam assegurar uma vivência de qualidade para os que o habitam. No entanto, face ao crescimento desregulado a que assistimos, deparamo-nos com a existência de espaços e construções de qualidade e habitabilidade questionáveis, contrariando a premissa de uma vivência qualificada que a cidade deveria pressupor. Este processo célere e desregulado acabou por fazer surgir espaços desarticulados sem qualidade arquitetónica e/ou territorial. A definição de uma relação entre o território e o habitante, através da requalificação de um lugar expectante, surge como ponto fulcral do projeto. A proposta arquitetónica consiste na definição de um limite habitado – o MURO HABITADO – de carácter linear, mas marcante, que permite maximizar a vivência e a deambulação no espaço. A reflexão em torno do vazio enquanto princípio e elemento estruturante do espaço interior conjugado com os atuais paradigmas de família e habitação, deu origem a espaços de habitação flexíveis organizados por nichos - hollow structures.