Publicação
O papel dos biomarcadores no diagnóstico da doença de Alzheimer
| Resumo: | A Doença de Alzheimer é uma doença neurodegenerativa progressiva sendo uma das principais causas de demência. É caracterizada pela presença de placas amiloides e aglomerados de neurofibrilas nos neurónios, que afetam as suas funções. Por se tratar de uma doença multifatorial e cuja fisiopatologia não é totalmente conhecida, o seu diagnóstico é complexo e não existe um teste único que o permita realizar. Durante muitos anos, o diagnóstico definitivo apenas era possível numa análise histopatológica postportem. Desde 2007, os biomarcadores começaram a ser explorados como forma de diagnosticar a doença em vida e, em 2018, passaram a constituir um dos métodos utilizados para este efeito. No entanto, os biomarcadores utilizados no diagnóstico da Doença de Alzheimer encontram-se no líquido cefalorraquidiano, sendo necessária a colheita do mesmo através de uma punção lombar, uma medida muito invasiva para os doentes. Por isso, o diagnóstico da Doença de Alzheimer apenas tem sido possível quando o doente já apresenta sintomas, o que torna difícil o seu tratamento, uma vez que os danos causados pelas proteínas envolvidas na patogénese da doença não são reversíveis. Nos últimos anos têm sido explorados os biomarcadores que podem ser encontrados no sangue, uma vez que a sua colheita não é tão invasiva para o doente, o que poderá permitir um diagnóstico precoce, ainda numa fase pré-sintomática, conduzindo à instituição de medidas terapêuticas e, consequentemente, ao atraso na progressão da doença. |
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| Autores principais: | Garvão, Filipa Alexandra Nobre |
| Assunto: | Alzheimer Diagnóstico Biomarcadores Teses de mestrado - 2023 |
| Ano: | 2023 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | A Doença de Alzheimer é uma doença neurodegenerativa progressiva sendo uma das principais causas de demência. É caracterizada pela presença de placas amiloides e aglomerados de neurofibrilas nos neurónios, que afetam as suas funções. Por se tratar de uma doença multifatorial e cuja fisiopatologia não é totalmente conhecida, o seu diagnóstico é complexo e não existe um teste único que o permita realizar. Durante muitos anos, o diagnóstico definitivo apenas era possível numa análise histopatológica postportem. Desde 2007, os biomarcadores começaram a ser explorados como forma de diagnosticar a doença em vida e, em 2018, passaram a constituir um dos métodos utilizados para este efeito. No entanto, os biomarcadores utilizados no diagnóstico da Doença de Alzheimer encontram-se no líquido cefalorraquidiano, sendo necessária a colheita do mesmo através de uma punção lombar, uma medida muito invasiva para os doentes. Por isso, o diagnóstico da Doença de Alzheimer apenas tem sido possível quando o doente já apresenta sintomas, o que torna difícil o seu tratamento, uma vez que os danos causados pelas proteínas envolvidas na patogénese da doença não são reversíveis. Nos últimos anos têm sido explorados os biomarcadores que podem ser encontrados no sangue, uma vez que a sua colheita não é tão invasiva para o doente, o que poderá permitir um diagnóstico precoce, ainda numa fase pré-sintomática, conduzindo à instituição de medidas terapêuticas e, consequentemente, ao atraso na progressão da doença. |
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