Publicação
Satisfação e qualidade de vida após terapêutica cirúrgica do cancro da mama
| Resumo: | Introdução: O cancro da mama na mulher é a neoplasia de maior incidência a nível mundial, com mortalidade a diminuir nos países desenvolvidos. Com o aumento da sobrevivência, passou a dar-se mais importância à satisfação e qualidade de vida após terapêutica cirúrgica do cancro da mama. O presente trabalho surge neste contexto, com o objetivo de avaliar a satisfação com as mamas e a qualidade de vida de sobreviventes do cancro da mama após terapêutica cirúrgica. Adicionalmente, foi investigada a existência de variáveis independentes com impacto sobre os outcomes referidos. Metodologia: Este estudo, observacional analítico transversal, incluiu 54 doentes submetidas a cirurgia conservadora da mama ou a mastectomia com reconstrução mamária (imediata/diferida, com prótese + ADM/RGD). Para o efeito, foram utilizados dois PROMs (BREAST-Q© e uma adaptação do WHOQOL-BREF), preenchidos no período pós-cirúrgico. As respostas foram analisadas e correlacionadas com informação clínica recolhida a partir do processo de cada doente. Resultados: Um total de 32 doentes submetidas a tumorectomia e de 22 doentes submetidas a mastectomia com reconstrução mamária responderam aos questionários, com uma mediana e variação interquartil de 30 (11 – 59) meses pós-cirurgia. A mediana da “satisfação com as mamas” foi de 75,0% e 75,8% e a mediana da “qualidade de vida” foi de 77,1% e 82,9%, respetivamente. Na análise univariada, apenas a simetrização da mama contralateral apresentou uma associação estatisticamente significativa com o score de qualidade de vida (p=0,038). Avançou-se para uma análise multivariada, que não identificou variáveis independentes (p=0,064). Conclusão: As participantes deste estudo estão globalmente satisfeitas com as suas mamas e autoavaliam a sua qualidade de vida após terapêutica cirúrgica do cancro da mama como boa. É de reforçar a necessidade de mais investigação nesta área, de forma a reduzir a morbilidade associada à terapêutica e possibilitar uma melhor e mais adequada prestação de cuidados de saúde. |
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| Autores principais: | Paiva, Ana Sofia Lopes |
| Assunto: | Cancro da mama Terapêutica cirúrgica Satisfação com as mamas Qualidade de vida |
| Ano: | 2023 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | Introdução: O cancro da mama na mulher é a neoplasia de maior incidência a nível mundial, com mortalidade a diminuir nos países desenvolvidos. Com o aumento da sobrevivência, passou a dar-se mais importância à satisfação e qualidade de vida após terapêutica cirúrgica do cancro da mama. O presente trabalho surge neste contexto, com o objetivo de avaliar a satisfação com as mamas e a qualidade de vida de sobreviventes do cancro da mama após terapêutica cirúrgica. Adicionalmente, foi investigada a existência de variáveis independentes com impacto sobre os outcomes referidos. Metodologia: Este estudo, observacional analítico transversal, incluiu 54 doentes submetidas a cirurgia conservadora da mama ou a mastectomia com reconstrução mamária (imediata/diferida, com prótese + ADM/RGD). Para o efeito, foram utilizados dois PROMs (BREAST-Q© e uma adaptação do WHOQOL-BREF), preenchidos no período pós-cirúrgico. As respostas foram analisadas e correlacionadas com informação clínica recolhida a partir do processo de cada doente. Resultados: Um total de 32 doentes submetidas a tumorectomia e de 22 doentes submetidas a mastectomia com reconstrução mamária responderam aos questionários, com uma mediana e variação interquartil de 30 (11 – 59) meses pós-cirurgia. A mediana da “satisfação com as mamas” foi de 75,0% e 75,8% e a mediana da “qualidade de vida” foi de 77,1% e 82,9%, respetivamente. Na análise univariada, apenas a simetrização da mama contralateral apresentou uma associação estatisticamente significativa com o score de qualidade de vida (p=0,038). Avançou-se para uma análise multivariada, que não identificou variáveis independentes (p=0,064). Conclusão: As participantes deste estudo estão globalmente satisfeitas com as suas mamas e autoavaliam a sua qualidade de vida após terapêutica cirúrgica do cancro da mama como boa. É de reforçar a necessidade de mais investigação nesta área, de forma a reduzir a morbilidade associada à terapêutica e possibilitar uma melhor e mais adequada prestação de cuidados de saúde. |
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