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A utilização de anticorpos na terapêutica antitumoral

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Resumo:Os anticorpos, mais propriamente os anticorpos monoclonais, pertencem a uma classe relativamente nova, sendo considerados uma estratégia bem sucedida no tratamento de diversos tumores sólidos e de neoplasias do foro hematológico. O seu desenvolvimento constitui um dos maiores avanços dos últimos anos e o sucesso na terapêutica envolve um processo complexo de conhecimentos científicos e avaliações pré-clínicas bem como uma compreensão profunda da biologia do cancro e das propriedades dos anticorpos. Em geral os anticorpos são administrados em combinação com quimioterapia e/ou radioterapia, embora nalgumas circunstâncias possam ser usados em monoterapia. Baseiam-se na capacidade de reconhecer antigénios específicos de tumores e induzir uma resposta imune contra as células malignas. Além disso, os anticorpos monoclonais podem ser modificados de forma a actuarem como portadores de radioisótopos ou agentes citotóxicos – anticorpos conjugados – ampliando o seu espectro de aplicação terapêutica. Anticorpos biespecíficos, isto é, anticorpos que reconhecem dois antigénios diferentes, também constituem uma estratégia eficaz. Os inúmeros ensaios clínicos que envolvem anticorpos também são de extrema relevância e poderão constituir, num futuro próximo, alternativas viáveis à radioterapia e quimioterapia, que estão associadas a reacções adversas e toxicidade significativas.
Autores principais:Nogueira , João André Jorge
Assunto:Anticorpos Anticorpos monoclonais Anticorpos conjugados Anticorpos biespecíficos Ensaios clínicos Mestrado Integrado - 2013
Ano:2013
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso restrito
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:Os anticorpos, mais propriamente os anticorpos monoclonais, pertencem a uma classe relativamente nova, sendo considerados uma estratégia bem sucedida no tratamento de diversos tumores sólidos e de neoplasias do foro hematológico. O seu desenvolvimento constitui um dos maiores avanços dos últimos anos e o sucesso na terapêutica envolve um processo complexo de conhecimentos científicos e avaliações pré-clínicas bem como uma compreensão profunda da biologia do cancro e das propriedades dos anticorpos. Em geral os anticorpos são administrados em combinação com quimioterapia e/ou radioterapia, embora nalgumas circunstâncias possam ser usados em monoterapia. Baseiam-se na capacidade de reconhecer antigénios específicos de tumores e induzir uma resposta imune contra as células malignas. Além disso, os anticorpos monoclonais podem ser modificados de forma a actuarem como portadores de radioisótopos ou agentes citotóxicos – anticorpos conjugados – ampliando o seu espectro de aplicação terapêutica. Anticorpos biespecíficos, isto é, anticorpos que reconhecem dois antigénios diferentes, também constituem uma estratégia eficaz. Os inúmeros ensaios clínicos que envolvem anticorpos também são de extrema relevância e poderão constituir, num futuro próximo, alternativas viáveis à radioterapia e quimioterapia, que estão associadas a reacções adversas e toxicidade significativas.