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Mutação. Parasita. Simbiose

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Resumo:Através da observação do estado da cidade torna-se clara a quantidade de áreas urbanas que aguardam por uma reestruturação. A fragmentação do tecido urbano do Vale de Alcântara resulta do abandono das antigas estruturas industriais. Estes lugares constituem uma oportunidade para valorizar o património industrial. A antiga zona industrial surgiu neste contexto após o terramoto de 1755, acontecimento que marcou e potenciou o desenvolvimento e consequente transformação do panorama rural, que até então se vivia em Alcântara. A proposta desenvolvida propõe a consolidação do local entre a LX Factory e o terreno do grupo SIL, caracterizado como um vazio urbano e composto por edifícios de carácter patrimonial, e pretende destacar a memória do lugar. Uma premissa a ter em conta aquando do desenvolvimento do plano urbano é garantia de que um espaço público é devolvido às pessoas, dada a escassez de espaços públicos qualificados na cidade. O elemento, à escala arquitetónica, foca-se nas preexistências industriais da antiga fábrica da Sidul. A estratégia de requalificação procura elaborar formas de adaptação de novos volumes edificados à estrutura existente. É neste momento que este elemento constituinte do património industrial deixa de ser um constrangimento para a ampliação do edifício e passa a ser um elemento essencial na definição do lugar. O diálogo entre o passado e o presente é evidenciado através das materialidades e formas adotadas no decorrer do desenvolvimento desta intervenção.
Autores principais:Malta, Rita Alexandra Rosa
Assunto:Vale de Alcântara Água Memória Reabilitação industrial Dualismo Alcântara Valley Water Memory Industrial rehabilitation
Ano:2018
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:Através da observação do estado da cidade torna-se clara a quantidade de áreas urbanas que aguardam por uma reestruturação. A fragmentação do tecido urbano do Vale de Alcântara resulta do abandono das antigas estruturas industriais. Estes lugares constituem uma oportunidade para valorizar o património industrial. A antiga zona industrial surgiu neste contexto após o terramoto de 1755, acontecimento que marcou e potenciou o desenvolvimento e consequente transformação do panorama rural, que até então se vivia em Alcântara. A proposta desenvolvida propõe a consolidação do local entre a LX Factory e o terreno do grupo SIL, caracterizado como um vazio urbano e composto por edifícios de carácter patrimonial, e pretende destacar a memória do lugar. Uma premissa a ter em conta aquando do desenvolvimento do plano urbano é garantia de que um espaço público é devolvido às pessoas, dada a escassez de espaços públicos qualificados na cidade. O elemento, à escala arquitetónica, foca-se nas preexistências industriais da antiga fábrica da Sidul. A estratégia de requalificação procura elaborar formas de adaptação de novos volumes edificados à estrutura existente. É neste momento que este elemento constituinte do património industrial deixa de ser um constrangimento para a ampliação do edifício e passa a ser um elemento essencial na definição do lugar. O diálogo entre o passado e o presente é evidenciado através das materialidades e formas adotadas no decorrer do desenvolvimento desta intervenção.