Publicação
As representações da figura materna em crianças na latência : relação com a sintomatologia depressiva, a culpa e a vergonha
| Resumo: | As crianças iniciam a elaboração das representações mentais no contexto das relações precoces. Os modelos narrativos de desenvolvimento de histórias possibilitam o acesso a essas representações e ao mundo interno da criança, nomeadamente ao seu sofrimento psicológico. A presente investigação tem como objectivo estudar as relações entre as Dimensões das representações da figura materna e a expressão de Sintomas depressivos, bem como a propensão para a Culpa e a propensão para a Vergonha, em crianças em idade de latência. Além disso, é realizado o estudo preliminar de adaptação da versão original do Test of Self-Conscious Affect for Children (TOSCA-C) para a população portuguesa e são avaliadas as propriedades psicométricas desta versão. A amostra é constituída por 40 crianças em idade escolar, com idades compreendidas entre os 8 e os 10 anos (Midade = 9,51; DP = 0,69). As crianças responderam a um Questionário de Dados Sociodemográficos e foram submetidas à Entrevista de Avaliação das Representações das Crianças acerca das Figuras Parentais (EARCFP), Children’s Depression Inventory (CDI) e Test of Self-Conscious Affect for Children (TOSCA-C). Os resultados deste estudo indicam que as crianças com maiores níveis de Sintomatologia depressiva representam a figura materna como menos Indutiva e têm maior propensão para a Vergonha. A Sintomatologia depressiva revelou uma correlação positiva e moderada com a Coerência Emocional das narrativas e a propensão para a Vergonha. A propensão para a Culpa teve uma correlação negativa e fraca com a Indução e a Coerência Narrativa, nas narrativas construídas a partir de histórias afectivas. Os rapazes representaram a figura materna como mais Punitiva do que as raparigas. Os resultados encontrados podem facilitar o entendimento do mundo interno da criança, no contexto do sofrimento psicológico depressivo, e potenciar uma melhor prática clínica. |
|---|---|
| Autores principais: | Barata, Mariana Sofia Gonçalves Raimundo das Neves |
| Assunto: | Representações mentais Sintomas depressivos Vergonha Culpa Teses de mestrado - 2016 |
| Ano: | 2016 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | As crianças iniciam a elaboração das representações mentais no contexto das relações precoces. Os modelos narrativos de desenvolvimento de histórias possibilitam o acesso a essas representações e ao mundo interno da criança, nomeadamente ao seu sofrimento psicológico. A presente investigação tem como objectivo estudar as relações entre as Dimensões das representações da figura materna e a expressão de Sintomas depressivos, bem como a propensão para a Culpa e a propensão para a Vergonha, em crianças em idade de latência. Além disso, é realizado o estudo preliminar de adaptação da versão original do Test of Self-Conscious Affect for Children (TOSCA-C) para a população portuguesa e são avaliadas as propriedades psicométricas desta versão. A amostra é constituída por 40 crianças em idade escolar, com idades compreendidas entre os 8 e os 10 anos (Midade = 9,51; DP = 0,69). As crianças responderam a um Questionário de Dados Sociodemográficos e foram submetidas à Entrevista de Avaliação das Representações das Crianças acerca das Figuras Parentais (EARCFP), Children’s Depression Inventory (CDI) e Test of Self-Conscious Affect for Children (TOSCA-C). Os resultados deste estudo indicam que as crianças com maiores níveis de Sintomatologia depressiva representam a figura materna como menos Indutiva e têm maior propensão para a Vergonha. A Sintomatologia depressiva revelou uma correlação positiva e moderada com a Coerência Emocional das narrativas e a propensão para a Vergonha. A propensão para a Culpa teve uma correlação negativa e fraca com a Indução e a Coerência Narrativa, nas narrativas construídas a partir de histórias afectivas. Os rapazes representaram a figura materna como mais Punitiva do que as raparigas. Os resultados encontrados podem facilitar o entendimento do mundo interno da criança, no contexto do sofrimento psicológico depressivo, e potenciar uma melhor prática clínica. |
|---|