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Europa, uma comunidade imaginada?:identidade colectiva, identidade nacional e integração europeia

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Na era de preponderância do nacionalismo, que corresponde aos dois últimos séculos, a nação adquiriu um relevo fulcral, não só como referência identitária de massas, mas também como fundamento da legitimidade política. Deu-se a emergência do ideal político do Estado-nação, que determina que a uma entidade política deve corresponder uma nação. De facto, por toda aparte, os Estados procuram legitimar a sua existência imaginando-se e representando-se como nações e projectando essa imagem para as suas populações, enquanto colectivos que se vêm como nações sem Estado reivindicam o direito a governarem-se por si próprios. O processo de integração europeia confronta-se com esta dinâmica histórica, pois carece de uma nação que o sustente, ao mesmo tempo que envolve a transferência de poderes dos Estados Membros para uma nova entidade política. Conscientes da importância do 'paradigma moderno' (o ideal do Estado-nação), as elites europeias têm procurado encontrar, sobretudo desde a década de 70 do século XX, fundamentos análogos aos de uma nação como um sentimento de identidade colectiva, uma 'identidade europeia' para assegurar a legitimidade de uma entidade política, de carácter supra-estatal, sem precedente histórico. Mas será este um projecto viável? Esta questão assume uma relevância extraordinária, na medida em que, como argumentamos, o aprofundamento da integração europeia e o triunfo do 'ideal europeu'dependerão, em grande medida, da capacidade para gerar sentimentos de identificaçãocolectiva com a União Europeia entre os cidadãos dos diversos Estados que a compõem, osquais há muito se identificam em termos nacionais.
Autores principais:Barata, Riccardo Averini
Assunto:Identidade colectiva Identidade nacional Identidade europeia Integração europeia Legitimidade política Teses de mestrado
Ano:2010
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:Na era de preponderância do nacionalismo, que corresponde aos dois últimos séculos, a nação adquiriu um relevo fulcral, não só como referência identitária de massas, mas também como fundamento da legitimidade política. Deu-se a emergência do ideal político do Estado-nação, que determina que a uma entidade política deve corresponder uma nação. De facto, por toda aparte, os Estados procuram legitimar a sua existência imaginando-se e representando-se como nações e projectando essa imagem para as suas populações, enquanto colectivos que se vêm como nações sem Estado reivindicam o direito a governarem-se por si próprios. O processo de integração europeia confronta-se com esta dinâmica histórica, pois carece de uma nação que o sustente, ao mesmo tempo que envolve a transferência de poderes dos Estados Membros para uma nova entidade política. Conscientes da importância do 'paradigma moderno' (o ideal do Estado-nação), as elites europeias têm procurado encontrar, sobretudo desde a década de 70 do século XX, fundamentos análogos aos de uma nação como um sentimento de identidade colectiva, uma 'identidade europeia' para assegurar a legitimidade de uma entidade política, de carácter supra-estatal, sem precedente histórico. Mas será este um projecto viável? Esta questão assume uma relevância extraordinária, na medida em que, como argumentamos, o aprofundamento da integração europeia e o triunfo do 'ideal europeu'dependerão, em grande medida, da capacidade para gerar sentimentos de identificaçãocolectiva com a União Europeia entre os cidadãos dos diversos Estados que a compõem, osquais há muito se identificam em termos nacionais.