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Políticas Públicas de Imigração em Portugal: o caso dos estudantes brasileiros no ensino superior português de 2008 a 2018

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Resumo:Esta investigação analisa o fenómeno da migração estudantil sob o prisma das políticas públicas; identifica como os fatores de atração e/ou retração, em função das ações dos Estados, têm contribuído para o acréscimo de estudantes em mobilidade de grau. Em Portugal cresce o número de estudantes brasileiros inscritos no ensino superior português, em relação ao total de estudantes estrangeiros em mobilidade de 24,6% (2013/2014) para 31,1% em 2017/18. A mobilidade estudantil que pode inicialmente ter como motivação a melhoria do currículo ou experiência cultural pode se transformar até mesmo na fixação de mão de obra qualificada. Neste último caso, de interesse especial para os países da Europa, que convivem com uma realidade de população envelhecida, baixa taxa de fecundidade, escassez de trabalhadores e a própria insustentabilidade no sistema de pensões. Apesar da crescente importância destas questões, tem sido desenvolvida pouca investigação nesta área. Este estudo é desenvolvido com métodos mistos, dados quantitativos do SEF e da DGEEC e dados qualitativos de entrevistas semiestruturadas (n = 24), com a perceção dos estudantes brasileiros sobre o processo de migração estudantil e a oferta de vagas em Portugal. Os resultados indicam a continuidade do crescimento do fluxo de estudantes brasileiros. Das entrevistas surge como o fator principal de atração a partilha da língua, além do ideário de qualidade de vida em Portugal. Entretanto, a violência e a incerteza política no Brasil foram motivações a mais para a migração. Os estudantes sugerem políticas públicas mais direcionadas para a melhor adaptação e sustentabilidade do movimento, que em contexto de Pandemia se torna ainda mais desafiador. Eles destacam a necessidade de políticas antidiscriminação e a importância do apoio das universidades principalmente nas questões inicias da mobilidade, mas também, ao longo de todo o processo.
Autores principais:Abreu, Simone Oliveira de
Assunto:Política de Imigração Mobilidade Estudantil Internacional Ensino Superior Brasil Portugal Métodos Mistos Immigration Policy International Student Mobility Higher Education Brazil Portugal Mixed Methods
Ano:2020
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:Esta investigação analisa o fenómeno da migração estudantil sob o prisma das políticas públicas; identifica como os fatores de atração e/ou retração, em função das ações dos Estados, têm contribuído para o acréscimo de estudantes em mobilidade de grau. Em Portugal cresce o número de estudantes brasileiros inscritos no ensino superior português, em relação ao total de estudantes estrangeiros em mobilidade de 24,6% (2013/2014) para 31,1% em 2017/18. A mobilidade estudantil que pode inicialmente ter como motivação a melhoria do currículo ou experiência cultural pode se transformar até mesmo na fixação de mão de obra qualificada. Neste último caso, de interesse especial para os países da Europa, que convivem com uma realidade de população envelhecida, baixa taxa de fecundidade, escassez de trabalhadores e a própria insustentabilidade no sistema de pensões. Apesar da crescente importância destas questões, tem sido desenvolvida pouca investigação nesta área. Este estudo é desenvolvido com métodos mistos, dados quantitativos do SEF e da DGEEC e dados qualitativos de entrevistas semiestruturadas (n = 24), com a perceção dos estudantes brasileiros sobre o processo de migração estudantil e a oferta de vagas em Portugal. Os resultados indicam a continuidade do crescimento do fluxo de estudantes brasileiros. Das entrevistas surge como o fator principal de atração a partilha da língua, além do ideário de qualidade de vida em Portugal. Entretanto, a violência e a incerteza política no Brasil foram motivações a mais para a migração. Os estudantes sugerem políticas públicas mais direcionadas para a melhor adaptação e sustentabilidade do movimento, que em contexto de Pandemia se torna ainda mais desafiador. Eles destacam a necessidade de políticas antidiscriminação e a importância do apoio das universidades principalmente nas questões inicias da mobilidade, mas também, ao longo de todo o processo.