Publicação
Comparação tipos de substituições artroplasticas da glenoide em PTO
| Resumo: | Introdução: Na artroplastia do ombro, dispomos de dois tipos principais de componentes glenoideus: um metálico não-cimentado e outro de polietileno cimentado. Na prática clínica, as próteses de polietileno são as mais utilizadas. Contudo, dado o elevado risco de desgaste glenoideu, tem se assistido a uma aposta renovada nos componentes de metal. Este trabalho consiste numa revisão narrativa que visa comparar os resultados entre estes dois tipos de componentes. Metodologia: Reuniu-se informação relativamente aos resultados clínicos (dos quais se destaca o Constant score e parâmetros de mobilidade articular), radiográficos (presença de linhas radiolucentes e desgaste glenoideu em radiografias de seguimento) e taxa de falência da prótese. Resultados: Verificou-se uma melhoria clara do ponto de vista clínico e funcional da articulação com ambos os tipos de componente, com resultados similares. Do ponto de vista radiográfico, os componentes de polietileno têm com maior frequência linhas radiolucentes e desgaste glenoideu nas radiografias de seguimento. Relativamente à taxa de revisão, esta é cerca de 3 vezes superior nos de metal. Conclusão: A elevada taxa de falência dos componentes não-cimentados de metal não encoraja o seu uso em artroplastias totais do ombro. No entanto, a fixação a longo-prazo do componente glenoideu apresenta-se ainda como um problema sem solução definitiva, sendo por isso relevante continuar a apostar na melhoria destas próteses e ter em conta as características particulares de cada doente aquando do processo de decisão cirúrgica. |
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| Autores principais: | Silva, João Tomás Realinho Bernardes e |
| Assunto: | Artroplastia total do ombro Glenoide Metal Polietileno Falência Ortopedia |
| Ano: | 2023 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | Introdução: Na artroplastia do ombro, dispomos de dois tipos principais de componentes glenoideus: um metálico não-cimentado e outro de polietileno cimentado. Na prática clínica, as próteses de polietileno são as mais utilizadas. Contudo, dado o elevado risco de desgaste glenoideu, tem se assistido a uma aposta renovada nos componentes de metal. Este trabalho consiste numa revisão narrativa que visa comparar os resultados entre estes dois tipos de componentes. Metodologia: Reuniu-se informação relativamente aos resultados clínicos (dos quais se destaca o Constant score e parâmetros de mobilidade articular), radiográficos (presença de linhas radiolucentes e desgaste glenoideu em radiografias de seguimento) e taxa de falência da prótese. Resultados: Verificou-se uma melhoria clara do ponto de vista clínico e funcional da articulação com ambos os tipos de componente, com resultados similares. Do ponto de vista radiográfico, os componentes de polietileno têm com maior frequência linhas radiolucentes e desgaste glenoideu nas radiografias de seguimento. Relativamente à taxa de revisão, esta é cerca de 3 vezes superior nos de metal. Conclusão: A elevada taxa de falência dos componentes não-cimentados de metal não encoraja o seu uso em artroplastias totais do ombro. No entanto, a fixação a longo-prazo do componente glenoideu apresenta-se ainda como um problema sem solução definitiva, sendo por isso relevante continuar a apostar na melhoria destas próteses e ter em conta as características particulares de cada doente aquando do processo de decisão cirúrgica. |
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