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A importância da imunoterapia no futuro do tratamento oncológico

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Detalhes bibliográficos
Resumo:O cancro é um termo genérico de um vasto número de doenças que são caracterizadas pelo crescimento anormal de células através das suas barreiras naturais e que podem invadir os tecidos circundantes, inclusivamente outros órgãos do corpo. As respostas do sistema imunitário são reguladas por um conjunto muito específico de recetores celulares que lhes permitem obter uma imunidade protetora contra as células cancerígenas, que é essencial para controlar o desenvolvimento gradual dos tumores, e que se designa por imunovigilância. Contudo, os tumores possuem mecanismos de fuga que conduzem ao bloqueio da resposta imunitária e ao crescimento celular descontrolado. Apesar dos avanços na área da quimioterapia e da radioterapia, a área oncológica continua em constante evolução uma vez que ainda existem elevadas mortalidades e morbilidades. Assim surge a imunoterapia, que têm como objetivo de ativar o sistema imunitário e restaurar as respostas anti-tumorais que foram bloqueadas pelas células cancerígenas. A imunoterapia é composta por moléculas que inibem os checkpoints imunitários, por vacinas que ajudam a reforçar a ação do sistema imunitário e por técnicas de transferência celular adotiva que permitem desenvolver células com a capacidade de destruir as células tumorais. Os vários ensaios clínicos apresentados nesta monografia comprovam o benefício clínico da imunoterapia na melhoria da sobrevida e da qualidade de vida do doente oncológico e ainda a possibilidade de conjugar a imunoterapia com a quimioterapia ou a radioterapia, para uma maior eficácia e segurança terapêutica. Atualmente é bastante claro que, na área oncológica, nenhuma monoterapia será bem-sucedida, a não ser numa fração reduzida de doentes. Apesar de não haver estudos a longo prazo do efeito da imunoterapia, a investigação clínica avançará no sentido de aprimorar esta linha terapêutica, que representa um novo paradigma no tratamento do cancro.
Autores principais:Gonçalves, Marta Filipa Fernandes
Assunto:Imunoterapia Checkpoint imunitário Transferência celular adotiva Sipuleucel-T Mestrado Integrado - 2017
Ano:2017
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:O cancro é um termo genérico de um vasto número de doenças que são caracterizadas pelo crescimento anormal de células através das suas barreiras naturais e que podem invadir os tecidos circundantes, inclusivamente outros órgãos do corpo. As respostas do sistema imunitário são reguladas por um conjunto muito específico de recetores celulares que lhes permitem obter uma imunidade protetora contra as células cancerígenas, que é essencial para controlar o desenvolvimento gradual dos tumores, e que se designa por imunovigilância. Contudo, os tumores possuem mecanismos de fuga que conduzem ao bloqueio da resposta imunitária e ao crescimento celular descontrolado. Apesar dos avanços na área da quimioterapia e da radioterapia, a área oncológica continua em constante evolução uma vez que ainda existem elevadas mortalidades e morbilidades. Assim surge a imunoterapia, que têm como objetivo de ativar o sistema imunitário e restaurar as respostas anti-tumorais que foram bloqueadas pelas células cancerígenas. A imunoterapia é composta por moléculas que inibem os checkpoints imunitários, por vacinas que ajudam a reforçar a ação do sistema imunitário e por técnicas de transferência celular adotiva que permitem desenvolver células com a capacidade de destruir as células tumorais. Os vários ensaios clínicos apresentados nesta monografia comprovam o benefício clínico da imunoterapia na melhoria da sobrevida e da qualidade de vida do doente oncológico e ainda a possibilidade de conjugar a imunoterapia com a quimioterapia ou a radioterapia, para uma maior eficácia e segurança terapêutica. Atualmente é bastante claro que, na área oncológica, nenhuma monoterapia será bem-sucedida, a não ser numa fração reduzida de doentes. Apesar de não haver estudos a longo prazo do efeito da imunoterapia, a investigação clínica avançará no sentido de aprimorar esta linha terapêutica, que representa um novo paradigma no tratamento do cancro.