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Contribuição para o estudo da prevalência da infecção por Leishmania infantum em gatos domésticos e errantes nos distritos de Lisboa e Viseu

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Resumo:A Leishmaniose visceral zoonótica causada por Leishmania infantum é considerada uma doença endémica no nosso País. Sabe-se que o cão é o principal hospedeiro reservatório, no entanto, o papel do gato (Felis catus) na epidemiologia da doença têm vindo adquirir um interesse crescente. A presente dissertação baseia-se em um rastreio epidemiológico da infecção por Leishmania infantum em gatos dos distritos de Lisboa e Viseu. A amostra total foi de 80 gatos correspondendo 40 animais a cada área geográfica em estudo. Cada um desses 40 animais foram distribuídos equitativamente por 2 grupos: um de gatos domésticos e outro de gatos errantes. Foram utilizados dois métodos para o diagnóstico de infecção por L. infantum nos gatos, um serológico (Imunofluorescência Indirecta - IFI) que permite avaliar a resposta imunitária à infecção pelo parasita e outro molecular (Reacção em Cadeia da Polimerase em tempo real - qPCR) que mostra a presença de ADN do protozoário. Pela técnica de IFI, 15 (16,8%) animais foram positivos na diluição 1:40 e pela técnica de qPCR 8 (11,3%) gatos revelaram resultados positivos (com carga parasitária entre 100 a 500 cópias de moléculas de plasmídeo). Nos quatro grupos estudados, as seroprevalências encontradas, através da técnica de IFI, foram para a Àrea Metropolitana de Lisboa: 20% (4/20) para os animais domésticos e 5% (1/20) para os errantes enquanto que para os dois grupos de Viseu, ambos apresentaram a percentagem de 25% (5/20). Através da técnica de qPCR as prevalências obtidas foram de 10% (2/20) para todos os grupos estudados. Neste estudo foi avaliada, apenas nos animais positivos em qualquer das técnicas, a possível associação entre a presença dos vírus imunossupressores (FIV e FeLV) e a positividade para a infecção por Leishmania spp, tendo-se obtido um gato seropositivo para FIV e dois gatos positivos a antigénio de FeLV. Estes dados mostram a ausência de uma associação estatisticamente significativa (p> 0,005) A prevalência da infecção por Leishmania spp. e a Lfel tem vindo a aumentar em Portugal pelo que os proprietários devem ser alertados assim como e os médicos veterinários devem estar atentos para esta nova realidade.
Autores principais:Garrido, Joana Margarida da Cruz Baptista Galvão
Assunto:Gato Leishmania infantum rastreio Área Metropolitana de Lisboa Viseu Cat screening Lisbon Metropolitan Area
Ano:2012
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:A Leishmaniose visceral zoonótica causada por Leishmania infantum é considerada uma doença endémica no nosso País. Sabe-se que o cão é o principal hospedeiro reservatório, no entanto, o papel do gato (Felis catus) na epidemiologia da doença têm vindo adquirir um interesse crescente. A presente dissertação baseia-se em um rastreio epidemiológico da infecção por Leishmania infantum em gatos dos distritos de Lisboa e Viseu. A amostra total foi de 80 gatos correspondendo 40 animais a cada área geográfica em estudo. Cada um desses 40 animais foram distribuídos equitativamente por 2 grupos: um de gatos domésticos e outro de gatos errantes. Foram utilizados dois métodos para o diagnóstico de infecção por L. infantum nos gatos, um serológico (Imunofluorescência Indirecta - IFI) que permite avaliar a resposta imunitária à infecção pelo parasita e outro molecular (Reacção em Cadeia da Polimerase em tempo real - qPCR) que mostra a presença de ADN do protozoário. Pela técnica de IFI, 15 (16,8%) animais foram positivos na diluição 1:40 e pela técnica de qPCR 8 (11,3%) gatos revelaram resultados positivos (com carga parasitária entre 100 a 500 cópias de moléculas de plasmídeo). Nos quatro grupos estudados, as seroprevalências encontradas, através da técnica de IFI, foram para a Àrea Metropolitana de Lisboa: 20% (4/20) para os animais domésticos e 5% (1/20) para os errantes enquanto que para os dois grupos de Viseu, ambos apresentaram a percentagem de 25% (5/20). Através da técnica de qPCR as prevalências obtidas foram de 10% (2/20) para todos os grupos estudados. Neste estudo foi avaliada, apenas nos animais positivos em qualquer das técnicas, a possível associação entre a presença dos vírus imunossupressores (FIV e FeLV) e a positividade para a infecção por Leishmania spp, tendo-se obtido um gato seropositivo para FIV e dois gatos positivos a antigénio de FeLV. Estes dados mostram a ausência de uma associação estatisticamente significativa (p> 0,005) A prevalência da infecção por Leishmania spp. e a Lfel tem vindo a aumentar em Portugal pelo que os proprietários devem ser alertados assim como e os médicos veterinários devem estar atentos para esta nova realidade.