Publicação
Contexto clínico e microbiológico das úlceras de pernas e de pressão
| Resumo: | A(s) causa(s) das úlceras de perna e de pressão têm sido alvo deceleuma ao longo do tempo. A infecção constitui não só a complicação maisfrequente como também um dos principais factores contribuintes para a suacronicidade.Em 25 doentes com diagnóstico de úlcera de perna ou de pressão foiefectuada uma colheita de exsudado purulento por zaragatoa e biopsia cutâneapor punção no fundo da úlcera. Houve isolamento de agentes microbianos em40 das amostras analisadas, 18 provenientes de úlceras de pressão e 22provenientes de úlceras de perna, não se isolando nenhum microrganismo em9 amostras (5 provenientes de úlcera de perna e 4 de úlceras de pressão).Quanto aos microrganismos isolados do pús e das biopsias, verificou-seque a existência de Staphylococcus aureus e de Pseudomonas aeruginosa émais frequente na úlcera de perna comparativamente à úlcera de pressão, oque também já tinha sido reportado em trabalhos anteriormente publicados14.Já o isolamento de microrganismos como a Escherichia coli,Enterococcus faecalis e Proteus mirabilis foi feito apenas nas amostrasprovenientes de úlcera de pressão, o que também está de acordo com oreferido anteriormente visto que se trata de doentes incontinentes, com úlcerasde localização junto ao tracto gastro-intestinal e genito-urinário, tal comotambém já foi confirmado noutros estudos anteriores. Este trabalho confirma as observações de trabalhos anteriores em queparece que a zaragatoa não tem relevância no diagnóstico de infecção deúlcera, podendo apenas dar alguma informação quanto aos microrganismospresentes na ulceração; o facto de haver praticamente concordância entre osmicrorganismos isolados por ambos os métodos de colheita (ainda que nabiopsia cutânea sejam isolados menor número de espécies), parece confirmarque este método também não se reveste de grande valor diagnóstico nestapatologia, para além das eventuais complicações locais que pode ter, dadotratar-se de um procedimento minimamente invasivo, mas não isente de risco. |
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| Autores principais: | Sousa, Marisa Isabel Carpinteiro André de Seabra e, 1979- |
| Assunto: | Úlcera da perna Úlcera por pressão Infecção Zaragatoa Biopsia por punção Microrganismos Teses de mestrado - 2009 |
| Ano: | 2009 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso restrito |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | A(s) causa(s) das úlceras de perna e de pressão têm sido alvo deceleuma ao longo do tempo. A infecção constitui não só a complicação maisfrequente como também um dos principais factores contribuintes para a suacronicidade.Em 25 doentes com diagnóstico de úlcera de perna ou de pressão foiefectuada uma colheita de exsudado purulento por zaragatoa e biopsia cutâneapor punção no fundo da úlcera. Houve isolamento de agentes microbianos em40 das amostras analisadas, 18 provenientes de úlceras de pressão e 22provenientes de úlceras de perna, não se isolando nenhum microrganismo em9 amostras (5 provenientes de úlcera de perna e 4 de úlceras de pressão).Quanto aos microrganismos isolados do pús e das biopsias, verificou-seque a existência de Staphylococcus aureus e de Pseudomonas aeruginosa émais frequente na úlcera de perna comparativamente à úlcera de pressão, oque também já tinha sido reportado em trabalhos anteriormente publicados14.Já o isolamento de microrganismos como a Escherichia coli,Enterococcus faecalis e Proteus mirabilis foi feito apenas nas amostrasprovenientes de úlcera de pressão, o que também está de acordo com oreferido anteriormente visto que se trata de doentes incontinentes, com úlcerasde localização junto ao tracto gastro-intestinal e genito-urinário, tal comotambém já foi confirmado noutros estudos anteriores. Este trabalho confirma as observações de trabalhos anteriores em queparece que a zaragatoa não tem relevância no diagnóstico de infecção deúlcera, podendo apenas dar alguma informação quanto aos microrganismospresentes na ulceração; o facto de haver praticamente concordância entre osmicrorganismos isolados por ambos os métodos de colheita (ainda que nabiopsia cutânea sejam isolados menor número de espécies), parece confirmarque este método também não se reveste de grande valor diagnóstico nestapatologia, para além das eventuais complicações locais que pode ter, dadotratar-se de um procedimento minimamente invasivo, mas não isente de risco. |
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