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Dificuldades organizacionais nas primeiras escolas graduadas da cidade de Lisboa (segunda metade do século XIX)

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Ao centrar-se nas escolas graduadas da Casa Pia de Lisboa e do município da mesma cidade, na segunda metade do século xix, o presente estudo visa compreender de que forma, face ao impulso para estandardizar a aprendizagem e o comportamento dos estudantes, vão sendo «corrigidas» disfuncionalidades do modelo de escola graduada. Um dos meus argumentos é o de que o referido modelo nunca é posto em causa… simplesmente tem de funcionar melhor. A maior dificuldade organizacional resulta do facto de a atenção pedagógica do professor ter de contemplar, numa determinada classe, alunos com diferentes níveis cognitivos e com distintas necessidades. No contexto institucional da Casa Pia de Lisboa, depois de a escola graduada se ter revelado eficaz nos anos de 1860, identificam-se problemas de gestão da sala de aula (heterogeneidade das classes) no decurso da década de 1880. Entre outras medidas, a criação do conselho escolar, no sentido da responsabilização dos docentes, alimentará a ideia de superação das dificuldades organizacionais. Por outro lado, no caso das escolas do município de Lisboa, a existência de modalidades de passagem de classe extremamente rígidas dificultará a progressão dos alunos – assiste-se, aliás, à naturalização da reprovação. Um problema particularmente sentido nas 1.as classes. Nos conselhos escolares são apresentadas várias soluções, ganhando progressiva aceitação a ideia de criar classes ascendentes mediante a segmentação do currículo (visando reforçar a homogeneidade das mesmas).
Autores principais:Silva, Carlos Manique Da
Assunto:Escola graduada Município de Lisboa Casa Pia de Lisboa Reprovação
Ano:2016
País:Portugal
Tipo de documento:artigo
Tipo de acesso:acesso restrito
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:Ao centrar-se nas escolas graduadas da Casa Pia de Lisboa e do município da mesma cidade, na segunda metade do século xix, o presente estudo visa compreender de que forma, face ao impulso para estandardizar a aprendizagem e o comportamento dos estudantes, vão sendo «corrigidas» disfuncionalidades do modelo de escola graduada. Um dos meus argumentos é o de que o referido modelo nunca é posto em causa… simplesmente tem de funcionar melhor. A maior dificuldade organizacional resulta do facto de a atenção pedagógica do professor ter de contemplar, numa determinada classe, alunos com diferentes níveis cognitivos e com distintas necessidades. No contexto institucional da Casa Pia de Lisboa, depois de a escola graduada se ter revelado eficaz nos anos de 1860, identificam-se problemas de gestão da sala de aula (heterogeneidade das classes) no decurso da década de 1880. Entre outras medidas, a criação do conselho escolar, no sentido da responsabilização dos docentes, alimentará a ideia de superação das dificuldades organizacionais. Por outro lado, no caso das escolas do município de Lisboa, a existência de modalidades de passagem de classe extremamente rígidas dificultará a progressão dos alunos – assiste-se, aliás, à naturalização da reprovação. Um problema particularmente sentido nas 1.as classes. Nos conselhos escolares são apresentadas várias soluções, ganhando progressiva aceitação a ideia de criar classes ascendentes mediante a segmentação do currículo (visando reforçar a homogeneidade das mesmas).