Publicação

Uma análise arqueotanatológica em três hipogeus: os contributos dos sítios de Monte Canelas I (Portimão) e do Monte do Carrascal 2 (Ferreira do Alentejo) para a compreensão das práticas funerárias nos 4º e 3º milénio a.C. no Sul de Portugal

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Apesar dos hipogeus (ou grutas artificiais) serem explorados desde a década de 1870, é apenas da última década do século XX que um destes monumentos é pela primeira vez alvo de uma intervenção levada a cabo por arqueólogos e antropólogos – o Hipogeu de Monte Canelas I. Aqui, o tipo de registo efectuado permitiu realizar uma análise arqueotanatológica do sítio, vinte anos após a sua escavação, devidamente balizada por um conjunto de datações de radiocarbono. Já nos finais da primeira década do séc. XXI, uma outra intervenção de Arqueologia no Monte dos Carrascal 2, sito nas imediações do grande sítio de Porto Torrão (Ferreira do Alentejo), permitiu recolher dados aturados acerca das práticas funerárias ali levadas a cabo. A escavação arqueotanatológica de dois destes sepulcros veio lançar luz sobre as modalidades de gestão e tratamento dos mortos naqueles sítios, numa perspectiva sincrónica e diacrónica, enquadrada radio-cronometricamente. Apresentam-se aqui os resultados dos estudos realizados nestes três sepulcros colectivos, procurando-se caracterizar e identificar os traços comuns e aqueles que individualizam cada um dos monumentos, no que respeita ao tratamento dos mortos nos 4º e 3º milénio a.C.
Autores principais:Neves, Maria João
Outros Autores:Silva, Ana Maria
Assunto:Sepulcros colectivos 4/3º milénio a.C. Hipogeus Monte Canelas I Monte do Carrascal 2 Collective graves IV/III millennium BC Hypogea
Ano:2018
País:Portugal
Tipo de documento:capítulo de livro
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:Apesar dos hipogeus (ou grutas artificiais) serem explorados desde a década de 1870, é apenas da última década do século XX que um destes monumentos é pela primeira vez alvo de uma intervenção levada a cabo por arqueólogos e antropólogos – o Hipogeu de Monte Canelas I. Aqui, o tipo de registo efectuado permitiu realizar uma análise arqueotanatológica do sítio, vinte anos após a sua escavação, devidamente balizada por um conjunto de datações de radiocarbono. Já nos finais da primeira década do séc. XXI, uma outra intervenção de Arqueologia no Monte dos Carrascal 2, sito nas imediações do grande sítio de Porto Torrão (Ferreira do Alentejo), permitiu recolher dados aturados acerca das práticas funerárias ali levadas a cabo. A escavação arqueotanatológica de dois destes sepulcros veio lançar luz sobre as modalidades de gestão e tratamento dos mortos naqueles sítios, numa perspectiva sincrónica e diacrónica, enquadrada radio-cronometricamente. Apresentam-se aqui os resultados dos estudos realizados nestes três sepulcros colectivos, procurando-se caracterizar e identificar os traços comuns e aqueles que individualizam cada um dos monumentos, no que respeita ao tratamento dos mortos nos 4º e 3º milénio a.C.