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Os erros no discurso escrito de hispano-falantes de nível B2

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Resumo:Adquirir uma língua além daquela previamente adquirida na infância constitui uma tarefa assaz complexa e demorada que não podemos resumir a uma série de passos simples e lógicos a serem transmitidos ao aprendente que, independentemente das suas necessidades, idiossincrasias ou contexto de aprendizagem, embarca nessa demanda. O ensino de línguas estrangeiras constitui uma actividade laboral centenária cujos objectivos, materiais e concepções teóricas da natureza tanto da faculdade da linguagem humana, como da própria aprendizagem, têm assinalado notáveis progressos no ininterrupto fluir dos anos, acompanhando e reflectindo as revoluções verificadas noutras áreas do pensamento científico, bem como os avanços e retrocessos nos domínios político e social. Destarte, afigura-se hoje indispensável, mais do que em qualquer outro momento no passado, acompanhar o dinamismo que a mobilidade humana e a difusão, livre e instantânea, de ideias possibilitam ao indivíduo, nomeadamente por intermédio da elaboração de materiais e do desenvolvimento de metodologias que facilitem e tornem mais eficiente o processo de aquisição de uma língua segunda (L2) ou estrangeira (LE) e da respectiva cultura do pais, ou países, onde essa mesma língua é usada enquanto meio de comunicação primário por uma comunidade de falantes. Esta tarefa terá de servir de igual modo a dissolução de preconceitos e imagens estereotípicas que o indivíduo possa ter antes de principiar a aprendizagem de uma língua estrangeira. A aposta na formação de indivíduos plurilingues e pluriculturais ocupa desde há vários anos a esta parte um lugar de destaque na agenda política dos actuais membros da União Europeia, em parte pela riqueza e diversidade linguística dos estados que a constituem, sem no entanto esquecer que essa mesma diversidade poderá constituir um motivo de conflito, como de resto já o constituiu no passado. As páginas que se seguem resultam da pesquisa por nós desenvolvida no âmbito do Mestrado em Língua e Cultura Portuguesa, recorrendo para esse efeito a uma das ferramentas propostas pela Linguística Aplicada ao ensino de línguas estrangeiras, a análise de erros. Esta ferramenta será aplicada a um corpus composto por 60 produções escritas de 30 informantes hispânicos num contexto de avaliação/certificação de proficiência em língua estrangeira (avaliação essa correspondente a um exame de nível B2 do QECR). Interessa-nos sobretudo compreender, num primeiro plano, como o conceito de erro, profundamente 5 polissémico, tem sido abordado pelas distintas metodologias de ensino de línguas e qual o lugar que hodiernamente ocupa no estudo da aquisição de línguas segundas, para, num segundo instante, reflectir acerca do resultado da supracitada análise por nós efectuada, das ilações a retirar da mesma e da sua eventual utilidade pedagógica na elaboração, por exemplo, de materiais que auxiliem todas as partes envolvidas no multifacetado processo de ensino.
Autores principais:Correia, Rúben Duarte Zeferino
Assunto:Segunda língua - Aquisição Análise de erros Interlíngua (Ensino de línguas) Teses de mestrado - 2012
Ano:2011
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:Adquirir uma língua além daquela previamente adquirida na infância constitui uma tarefa assaz complexa e demorada que não podemos resumir a uma série de passos simples e lógicos a serem transmitidos ao aprendente que, independentemente das suas necessidades, idiossincrasias ou contexto de aprendizagem, embarca nessa demanda. O ensino de línguas estrangeiras constitui uma actividade laboral centenária cujos objectivos, materiais e concepções teóricas da natureza tanto da faculdade da linguagem humana, como da própria aprendizagem, têm assinalado notáveis progressos no ininterrupto fluir dos anos, acompanhando e reflectindo as revoluções verificadas noutras áreas do pensamento científico, bem como os avanços e retrocessos nos domínios político e social. Destarte, afigura-se hoje indispensável, mais do que em qualquer outro momento no passado, acompanhar o dinamismo que a mobilidade humana e a difusão, livre e instantânea, de ideias possibilitam ao indivíduo, nomeadamente por intermédio da elaboração de materiais e do desenvolvimento de metodologias que facilitem e tornem mais eficiente o processo de aquisição de uma língua segunda (L2) ou estrangeira (LE) e da respectiva cultura do pais, ou países, onde essa mesma língua é usada enquanto meio de comunicação primário por uma comunidade de falantes. Esta tarefa terá de servir de igual modo a dissolução de preconceitos e imagens estereotípicas que o indivíduo possa ter antes de principiar a aprendizagem de uma língua estrangeira. A aposta na formação de indivíduos plurilingues e pluriculturais ocupa desde há vários anos a esta parte um lugar de destaque na agenda política dos actuais membros da União Europeia, em parte pela riqueza e diversidade linguística dos estados que a constituem, sem no entanto esquecer que essa mesma diversidade poderá constituir um motivo de conflito, como de resto já o constituiu no passado. As páginas que se seguem resultam da pesquisa por nós desenvolvida no âmbito do Mestrado em Língua e Cultura Portuguesa, recorrendo para esse efeito a uma das ferramentas propostas pela Linguística Aplicada ao ensino de línguas estrangeiras, a análise de erros. Esta ferramenta será aplicada a um corpus composto por 60 produções escritas de 30 informantes hispânicos num contexto de avaliação/certificação de proficiência em língua estrangeira (avaliação essa correspondente a um exame de nível B2 do QECR). Interessa-nos sobretudo compreender, num primeiro plano, como o conceito de erro, profundamente 5 polissémico, tem sido abordado pelas distintas metodologias de ensino de línguas e qual o lugar que hodiernamente ocupa no estudo da aquisição de línguas segundas, para, num segundo instante, reflectir acerca do resultado da supracitada análise por nós efectuada, das ilações a retirar da mesma e da sua eventual utilidade pedagógica na elaboração, por exemplo, de materiais que auxiliem todas as partes envolvidas no multifacetado processo de ensino.