Publicação
A crise de 1997 do Sudeste Asiático no contexto da globalização económica
| Resumo: | O milagre asiático, que antecedeu a crise de 1997, provocou um grande debate acerca das razões que teriam estado na sua génese e das lições que se poderiam extrair da experiência asiática. Os objectivos a atingir com este trabalho passaram pela análise a algumas questões que se poderão colocar em relação a economias do sudeste asiático: i) que causas estiveram na origem do chamado milagre asiático; ii) que razões estiveram na base da crise de 1997-98 e no fenómeno do contágio e iii) que perspectivas se levantam em relação ao futuro. Os resultados desta análise revelam-nos que o crescimento foi conseguido, nos anos do milagre, graças a políticas apropriadas que contribuíram para o crescimento económico e para a redução da pobreza. Existem dois campos distintos em que se dividem as opiniões relativamente às causas que terão estado na origem da crise asiática. Um deles considera que a causa principal, se encontrou no domínio das empresas privadas que, apesar de verem as rendibilidade dos seus investimentos cair -, continuaram a investir a níveis elevados. O outro campo releva a instabilidade dos mercados financeiros, em que sobressai a volatilidade dos fluxos financeiros internacionais, como a principal causa. Dever-se-á, também referir, como importante, que a segunda vaga de globalização, dos anos oitenta e noventa, foi penalizadora para os países ASEAN, tendo tido efeitos positivos nos denominados Tigres Asiáticos. Em relação ao futuro concluímos que, atendendo embora à especificidade de cada país, haverá desafios que serão comuns a todos estes países, nomeadamente: a redefinição do papel do Estado, o fortalecimento da regulação de mercados, uma melhor gestão das empresas (nomeadamente redefinindo o papel das chaebol (conglomerados Coreanos, copy-cat, , caracterizados por uma teia de relações de monopólio e de cooperação inter-grupal) a melhoria do sistema de ensino, o posicionamento necessário para o melhor aproveitamento das oportunidades que a globalização oferece às economias do sudeste asiático. |
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| Autores principais: | Fonseca, Jose Carlos da |
| Assunto: | integração económica globalização regionalismo multilateralismo o milagre asiático a crise asiática economics integration globalisation regionalism multilateralism Asian miracle East Asian crisis |
| Ano: | 2002 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | O milagre asiático, que antecedeu a crise de 1997, provocou um grande debate acerca das razões que teriam estado na sua génese e das lições que se poderiam extrair da experiência asiática. Os objectivos a atingir com este trabalho passaram pela análise a algumas questões que se poderão colocar em relação a economias do sudeste asiático: i) que causas estiveram na origem do chamado milagre asiático; ii) que razões estiveram na base da crise de 1997-98 e no fenómeno do contágio e iii) que perspectivas se levantam em relação ao futuro. Os resultados desta análise revelam-nos que o crescimento foi conseguido, nos anos do milagre, graças a políticas apropriadas que contribuíram para o crescimento económico e para a redução da pobreza. Existem dois campos distintos em que se dividem as opiniões relativamente às causas que terão estado na origem da crise asiática. Um deles considera que a causa principal, se encontrou no domínio das empresas privadas que, apesar de verem as rendibilidade dos seus investimentos cair -, continuaram a investir a níveis elevados. O outro campo releva a instabilidade dos mercados financeiros, em que sobressai a volatilidade dos fluxos financeiros internacionais, como a principal causa. Dever-se-á, também referir, como importante, que a segunda vaga de globalização, dos anos oitenta e noventa, foi penalizadora para os países ASEAN, tendo tido efeitos positivos nos denominados Tigres Asiáticos. Em relação ao futuro concluímos que, atendendo embora à especificidade de cada país, haverá desafios que serão comuns a todos estes países, nomeadamente: a redefinição do papel do Estado, o fortalecimento da regulação de mercados, uma melhor gestão das empresas (nomeadamente redefinindo o papel das chaebol (conglomerados Coreanos, copy-cat, , caracterizados por uma teia de relações de monopólio e de cooperação inter-grupal) a melhoria do sistema de ensino, o posicionamento necessário para o melhor aproveitamento das oportunidades que a globalização oferece às economias do sudeste asiático. |
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