Publicação
Importância dos comportamentos dos habitantes no efeito prebound do consumo energético nas habitações
| Resumo: | Sendo o setor residencial o terceiro maior consumidor de energia final em Portugal, torna-se importante compreender o consumo de energia existente nas habitações portuguesas. As decisões tomadas pelos habitantes são um fator fundamental neste consumo, criando necessidade de resposta a algumas questões relevantes: como é que os habitantes interagem com a sua habitação e como se sentem acerca do ambiente interior da mesma. A presente dissertação tem como objetivo determinar a importância que as decisões e comportamentos dos habitantes têm no consumo de energia das habitações e no surgimento do efeito prebound. A elaboração de um inquérito acerca das habitações portuguesas permitiu delinear as tendências gerais dos comportamentos adotados pelos ocupantes, incluindo os sistemas de aquecimento de águas, aquecimento e arrefecimento de ar ambiente e mecanismos de sombreamento. O caso de estudo deste trabalho centrou-se em calcular as necessidades nominais de energia útil para aquecimento e arrefecimento de uma habitação, tendo em consideração os comportamentos dos seus ocupantes e que foram baseados nas tendências do inquérito elaborado. Para análise comparativa, foram utilizadas duas metodologias de cálculo: método quase-estacionário de base sazonal e método horário simplificado. Procurou-se também comparar o consumo energético de dois tipos distintos de habitações - unifamiliar e multifamiliar – e ainda determinar os fatores comportamentais inerentes ao caso em estudo. Os resultados encontrados no inquérito mostram uma discrepância significativa entre o que é assumido na metodologia do Regulamento de Desempenho Energético dos Edifícios de Habitação (REH) e o que é indicado pelos habitantes. As maiores diferenças estão relacionadas com os sistemas de aquecimento existentes e maioritariamente utilizados, horas do dia com aquecimento e arrefecimento e área útil da habitação onde estes sistemas são aplicados. Estas diferenças permitem explicar a discrepância existente entre o consumo de energia medido e o calculado, conhecido como efeito prebound. Com a aplicação de funções de distribuição de probabilidade determinaram-se os fatores médios comportamentais, cujo valor para o aquecimento foi de, aproximadamente, 0.13 e de 0.11 para o arrefecimento, evidenciando uma semelhança com o fator existente na regulamentação anterior (RCCTE). |
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| Autores principais: | Ferreira, Madalena Filipa Batalha |
| Assunto: | Comportamentos Consumo de energia Método sazonal Método horário Efeito prebound Teses de mestrado - 2017 |
| Ano: | 2017 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | Sendo o setor residencial o terceiro maior consumidor de energia final em Portugal, torna-se importante compreender o consumo de energia existente nas habitações portuguesas. As decisões tomadas pelos habitantes são um fator fundamental neste consumo, criando necessidade de resposta a algumas questões relevantes: como é que os habitantes interagem com a sua habitação e como se sentem acerca do ambiente interior da mesma. A presente dissertação tem como objetivo determinar a importância que as decisões e comportamentos dos habitantes têm no consumo de energia das habitações e no surgimento do efeito prebound. A elaboração de um inquérito acerca das habitações portuguesas permitiu delinear as tendências gerais dos comportamentos adotados pelos ocupantes, incluindo os sistemas de aquecimento de águas, aquecimento e arrefecimento de ar ambiente e mecanismos de sombreamento. O caso de estudo deste trabalho centrou-se em calcular as necessidades nominais de energia útil para aquecimento e arrefecimento de uma habitação, tendo em consideração os comportamentos dos seus ocupantes e que foram baseados nas tendências do inquérito elaborado. Para análise comparativa, foram utilizadas duas metodologias de cálculo: método quase-estacionário de base sazonal e método horário simplificado. Procurou-se também comparar o consumo energético de dois tipos distintos de habitações - unifamiliar e multifamiliar – e ainda determinar os fatores comportamentais inerentes ao caso em estudo. Os resultados encontrados no inquérito mostram uma discrepância significativa entre o que é assumido na metodologia do Regulamento de Desempenho Energético dos Edifícios de Habitação (REH) e o que é indicado pelos habitantes. As maiores diferenças estão relacionadas com os sistemas de aquecimento existentes e maioritariamente utilizados, horas do dia com aquecimento e arrefecimento e área útil da habitação onde estes sistemas são aplicados. Estas diferenças permitem explicar a discrepância existente entre o consumo de energia medido e o calculado, conhecido como efeito prebound. Com a aplicação de funções de distribuição de probabilidade determinaram-se os fatores médios comportamentais, cujo valor para o aquecimento foi de, aproximadamente, 0.13 e de 0.11 para o arrefecimento, evidenciando uma semelhança com o fator existente na regulamentação anterior (RCCTE). |
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