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Portugal e Brasil: J. P. de Oliveira Martiins

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Na presente recensão, seguiremos esta ordem de análise, pois como observa o organizador dos textos Sérgio Campos Matos, o tema Portugal e Brasil do título, acaba por ser relativamente ofuscado nestas crónicas, e, embora elas tenham contribuído para a presença do Brasil na obra posterior de Oliveira Martins, foram mais utilizadas para divulgar as suas posições sobre política interna (relações entre Estado e Igreja a propósito da agitação levantada pelo clero ultramontano no Brasil e em Portugal, questões sobre parlamentarismo e a reforma eleitoral, política de ensino, críticas à política de transportes do governo fontista, em particular no domínio da construção de caminhos-de-ferro – um dos temas mais constantes –, etc.). No entanto, deve-se desde já sublinhar que apesar do Brasil ser uma referência relativamente menor, já não o era na importância que Oliveira Martins lhe atribuía para Portugal, apresentando a sua matriz desta relação na terceira crónica : « Lembremo-nos ainda de que, financeira e até economicamente a nossa existência depende da do Brasil. É ele quem nos cota os nossos fundos, quem nos compra a máxima parte dos nossos produtos, quem alimenta boa porção das nossas indústrias. O mínimo desarranjo da máquina de lá, desorganiza logo a máquina de cá … » (p. 75) . Aliás, ele volta várias vezes à ideia da vulnerabilidade de portuguesa face a acontecimentos que possam ocorrer no Brasil.
Autores principais:Silva, Joaquim Ramos
Assunto:Política económica Reforma eleitoral Parlamentarismo Política de ensino Política de transportes Emigração Governo Fontista Relações económicas bilaterais Portugal
Ano:2006
País:Portugal
Tipo de documento:recensão
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:Na presente recensão, seguiremos esta ordem de análise, pois como observa o organizador dos textos Sérgio Campos Matos, o tema Portugal e Brasil do título, acaba por ser relativamente ofuscado nestas crónicas, e, embora elas tenham contribuído para a presença do Brasil na obra posterior de Oliveira Martins, foram mais utilizadas para divulgar as suas posições sobre política interna (relações entre Estado e Igreja a propósito da agitação levantada pelo clero ultramontano no Brasil e em Portugal, questões sobre parlamentarismo e a reforma eleitoral, política de ensino, críticas à política de transportes do governo fontista, em particular no domínio da construção de caminhos-de-ferro – um dos temas mais constantes –, etc.). No entanto, deve-se desde já sublinhar que apesar do Brasil ser uma referência relativamente menor, já não o era na importância que Oliveira Martins lhe atribuía para Portugal, apresentando a sua matriz desta relação na terceira crónica : « Lembremo-nos ainda de que, financeira e até economicamente a nossa existência depende da do Brasil. É ele quem nos cota os nossos fundos, quem nos compra a máxima parte dos nossos produtos, quem alimenta boa porção das nossas indústrias. O mínimo desarranjo da máquina de lá, desorganiza logo a máquina de cá … » (p. 75) . Aliás, ele volta várias vezes à ideia da vulnerabilidade de portuguesa face a acontecimentos que possam ocorrer no Brasil.