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Volume de treino e a incidência de lesões nos atletas portugueses de Luta Olímpica

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Detalhes bibliográficos
Resumo:É sabido que as lesões são um fenómeno multifatorial e influenciam a performance dos atletas desportivos, como é o caso, daqueles que praticam Lutas Olímpicas. Este estudo teve como objetivo determinar qual a tipologia de lesões e volume de treino reportado em atletas de Luta Olímpica, de duas variantes: luta greco-romana e luta livre. Durante um torneio Nacional Português realizado em Março de 2023, 31 atletas portugueses de Luta Olímpica (19 do estilo greco-romano e 12 do estilo livre) foram inquiridos sobre as suas características demográficas, clínicas e práticas de treino. Seguidamente, procedeu-se á realização de estatísticas descritivas utilizando tabelas de contingência e estatísticas inferenciais usando testes não paramétricos através do software de analise de dados SPSS. Mais de 90% dos atletas reportaram um volume de treino semanal de 5 ou menos treinos por semana e só 45% dos atletas têm 7 ou mais anos de tempo de prática. Verificou-se que as lesões no tronco e nos membros inferiores são as mais reportadas pelos atletas. Os atletas do estilo greco-romano reportaram mais entorses e lesões musculares, enquanto no estilo livre reportaram mais fraturas ósseas. A maior parte das lesões ocorrem em contexto de competição e o mecanismo de lesão mais frequente são as quedas nomeadamente o tordanche e supplex. Com base nos resultados obtidos, conclui-se que no âmbito da prática das Lutas Olímpicas, existem aparentemente diferenças entre o estilo de luta greco-romana e o estilo de luta livre ao nível do tipo e mecanismo de lesões. Futura investigação deverá procurar validar se a informação prestada por esta amostra de atletas de Luta é representativa da população de atletas de Luta Olímpica, assim como examinar a validade da informação prestada a nível clínico.
Autores principais:Felgueiras, Francisco Miguel Mateus
Assunto:Luta Olímpica Luta Greco-Romana Luta Livre Lesão Performance Entorse Fraturas Treino Competição Jogos Olímpicos Wrestling Greco-Roman Wrestling Freestyle Wrestling Injury Performance Sprains Fractures Training Competition Olympic Games
Ano:2024
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:É sabido que as lesões são um fenómeno multifatorial e influenciam a performance dos atletas desportivos, como é o caso, daqueles que praticam Lutas Olímpicas. Este estudo teve como objetivo determinar qual a tipologia de lesões e volume de treino reportado em atletas de Luta Olímpica, de duas variantes: luta greco-romana e luta livre. Durante um torneio Nacional Português realizado em Março de 2023, 31 atletas portugueses de Luta Olímpica (19 do estilo greco-romano e 12 do estilo livre) foram inquiridos sobre as suas características demográficas, clínicas e práticas de treino. Seguidamente, procedeu-se á realização de estatísticas descritivas utilizando tabelas de contingência e estatísticas inferenciais usando testes não paramétricos através do software de analise de dados SPSS. Mais de 90% dos atletas reportaram um volume de treino semanal de 5 ou menos treinos por semana e só 45% dos atletas têm 7 ou mais anos de tempo de prática. Verificou-se que as lesões no tronco e nos membros inferiores são as mais reportadas pelos atletas. Os atletas do estilo greco-romano reportaram mais entorses e lesões musculares, enquanto no estilo livre reportaram mais fraturas ósseas. A maior parte das lesões ocorrem em contexto de competição e o mecanismo de lesão mais frequente são as quedas nomeadamente o tordanche e supplex. Com base nos resultados obtidos, conclui-se que no âmbito da prática das Lutas Olímpicas, existem aparentemente diferenças entre o estilo de luta greco-romana e o estilo de luta livre ao nível do tipo e mecanismo de lesões. Futura investigação deverá procurar validar se a informação prestada por esta amostra de atletas de Luta é representativa da população de atletas de Luta Olímpica, assim como examinar a validade da informação prestada a nível clínico.