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Santo António dos Capuchos
| Summary: | À margem do bulício do centro histórico, a Colina de Sant’Ana preserva uma vitalidade urbana muito própria. Marcada pela disseminação de grandes unidades cadastrais, encerradas funcional e fisicamente sobre si mesmas, Sant’Ana é um pedaço de cidade singular. Outrora Colina dos Conventos é hoje vulgarmente conhecida como Colina dos Hospitais, fruto dos longos processos de refuncionalização das estruturas de génese religiosa que povoavam originalmente este território. No passar do tempo, este contexto serviu de pauta a um crescimento urbano curioso, que se foi encostando paulatinamente aos muros das antigas cercas conventuais, definindo aquilo que hoje se pode considerar a imagem deste troço de cidade. O conjunto de grandes equipamentos hospitalares que tomou posse da colina durante praticamente dois séculos, está actualmente desactivado ou em processo de desactivação1 , facto que por si só implica uma reflexão profunda acerca do seu significado futuro. Desta forma, o encerramento dos hospitais constitui uma oportunidade ímpar para repensar estes lugares, com a vontade de os poder transformar, mais uma vez, neste virar de página da sua longa história. A enorme resiliência destas arquitecturas, que insistem em perdurar no tempo, abarcando em si o peso das necessidades do homem, é novamente posta em causa enquanto património social, cultural e arquitectónico a ser preservado e sobretudo problematizado.As questões levantadas no debate em torno dos Hospitais Centrais de Lisboa revelam, por isso, a intensidade e a importância destes fenómenos na regeneração de centros urbanos, cujo potencial se dilata amplamente na procura da identidade e da memória que os envolve – qualidades que podem hoje voltar a ter contornos vivos no fluir da cidade, pelo homem. Neste enquadramento encontra-se o Hospital de Santo António dos Capuchos, objecto do presente trabalho. Situado na encosta poente da Colina, o antigo Convento de Santo António dos Capuchos é um dos testemunhos desta realidade que agora se discute sob a alçada de uma estratégia generalizada de reabilitação urbana, inaugurada pela Câmara Municipal de Lisboa. No âmbito da sua desactivação, o lugar que nos deixa expectantes de um futuro é também o motivo e o motor deste trabalho. |
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| Main Authors: | Dias, Miguel Bryant-Jorge |
| Subject: | Hospital de Santo António dos Capuchos de Lisboa Lugar Experiência do lugar Gesto Sentido do lugar Paisagem Património Reabilitação urbana Centro de medicina de reabilitação Lisbon`s Santo António dos Capuchos hospital Place Experience of place Gesture Meaning of place Landscape Heritage Patrimony Urban rehabilitation Physical rehabilitation centre |
| Year: | 2018 |
| Country: | Portugal |
| Document type: | master thesis |
| Access type: | open access |
| Associated institution: | Universidade de Lisboa |
| Language: | Portuguese |
| Origin: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Summary: | À margem do bulício do centro histórico, a Colina de Sant’Ana preserva uma vitalidade urbana muito própria. Marcada pela disseminação de grandes unidades cadastrais, encerradas funcional e fisicamente sobre si mesmas, Sant’Ana é um pedaço de cidade singular. Outrora Colina dos Conventos é hoje vulgarmente conhecida como Colina dos Hospitais, fruto dos longos processos de refuncionalização das estruturas de génese religiosa que povoavam originalmente este território. No passar do tempo, este contexto serviu de pauta a um crescimento urbano curioso, que se foi encostando paulatinamente aos muros das antigas cercas conventuais, definindo aquilo que hoje se pode considerar a imagem deste troço de cidade. O conjunto de grandes equipamentos hospitalares que tomou posse da colina durante praticamente dois séculos, está actualmente desactivado ou em processo de desactivação1 , facto que por si só implica uma reflexão profunda acerca do seu significado futuro. Desta forma, o encerramento dos hospitais constitui uma oportunidade ímpar para repensar estes lugares, com a vontade de os poder transformar, mais uma vez, neste virar de página da sua longa história. A enorme resiliência destas arquitecturas, que insistem em perdurar no tempo, abarcando em si o peso das necessidades do homem, é novamente posta em causa enquanto património social, cultural e arquitectónico a ser preservado e sobretudo problematizado.As questões levantadas no debate em torno dos Hospitais Centrais de Lisboa revelam, por isso, a intensidade e a importância destes fenómenos na regeneração de centros urbanos, cujo potencial se dilata amplamente na procura da identidade e da memória que os envolve – qualidades que podem hoje voltar a ter contornos vivos no fluir da cidade, pelo homem. Neste enquadramento encontra-se o Hospital de Santo António dos Capuchos, objecto do presente trabalho. Situado na encosta poente da Colina, o antigo Convento de Santo António dos Capuchos é um dos testemunhos desta realidade que agora se discute sob a alçada de uma estratégia generalizada de reabilitação urbana, inaugurada pela Câmara Municipal de Lisboa. No âmbito da sua desactivação, o lugar que nos deixa expectantes de um futuro é também o motivo e o motor deste trabalho. |
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