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A acção popular civil como meio de tutela jurisdicional colectiva do direito à protecção de dados pessoais

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Detalhes bibliográficos
Resumo:No contexto da sociedade hodierna, o alcance colectivo das finalidades subjacentes ao tratamento de dados pessoais operado em grande escala e os meios empregues nesse tipo de tratamento comprometem a eficácia e a viabilidade de uma tutela individualizada dos direitos e interesses legalmente protegidos dos titulares de dados (e, eventualmente, terceiros), evidenciando a necessidade de reinterpretar o direito à protecção de dados pessoais numa perspectiva supra-individual, direccionada à sua tutela colectiva e objectiva. A presente dissertação investiga se – e em que termos – o Regulamento Geral de Protecção de Dados Pessoais consente no exercício colectivo do direito à acção judicial contra um responsável pelo tratamento ou subcontratante. Nessa hipótese, propõem-se o enquadrar o exercício (colectivo) do referido direito no instituto da acção popular civil – consagrado no ordenamento jurídico português para a tutela dos interesses supra-individuais legalmente protegidos – traçando-se os contornos particulares de uma acção popular civil interposta para esse efeito. Esta análise será feita no entorno da Directiva (UE) 2020/1828 do Parlamento Europeu e do Conselho de 25 de Novembro de 2020, relativa a acções colectivas para protecção dos interesses colectivos dos consumidores, a qual expressamente inclui no seu âmbito material de aplicação a protecção de dados pessoais.
Autores principais:Silva, Francisco Ferreira Santos
Assunto:Protecção de dados pessoais Tutela jurisdicional Acção popular Regulamento Geral de Proteção de Dados Teses de mestrado - 2023 Protection of personal data representative actions actio popularis
Ano:2023
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:No contexto da sociedade hodierna, o alcance colectivo das finalidades subjacentes ao tratamento de dados pessoais operado em grande escala e os meios empregues nesse tipo de tratamento comprometem a eficácia e a viabilidade de uma tutela individualizada dos direitos e interesses legalmente protegidos dos titulares de dados (e, eventualmente, terceiros), evidenciando a necessidade de reinterpretar o direito à protecção de dados pessoais numa perspectiva supra-individual, direccionada à sua tutela colectiva e objectiva. A presente dissertação investiga se – e em que termos – o Regulamento Geral de Protecção de Dados Pessoais consente no exercício colectivo do direito à acção judicial contra um responsável pelo tratamento ou subcontratante. Nessa hipótese, propõem-se o enquadrar o exercício (colectivo) do referido direito no instituto da acção popular civil – consagrado no ordenamento jurídico português para a tutela dos interesses supra-individuais legalmente protegidos – traçando-se os contornos particulares de uma acção popular civil interposta para esse efeito. Esta análise será feita no entorno da Directiva (UE) 2020/1828 do Parlamento Europeu e do Conselho de 25 de Novembro de 2020, relativa a acções colectivas para protecção dos interesses colectivos dos consumidores, a qual expressamente inclui no seu âmbito material de aplicação a protecção de dados pessoais.