Publicação
Wound healing strategies - hyaluronic acid (HA) and chitosan (CS) as wound dressing materials
| Resumo: | A pele é o maior órgão do corpo humano, com função de proteção, regulação da temperatura corporal e suporte de vasos sanguíneos e nervos. Quando esta barreira é danificada, criando uma ferida, inicia-se um processo de cicatrização. Este é habitualmente dividido em quatro fases, que se sobrepõe. A primeira, a homeostase, visa o bloqueio imediato do sangramento da ferida, por mecanismos de vasoconstrição e coagulação. Subsequentemente, dá-se um processo inflamatório, com o recrutamento de neutrófilos, macrófagos e linfócitos para o local da agressão, seguindo-se uma fase de proliferação, com a formação de novo tecido de granulação, re-epitelização e angiogénese. Finalmente, ocorre a formação da cicatriz, na fase de remodelação. A sequência destes eventos determina a formação de uma ferida aguda ou crónica. As feridas agudas passam por todos os passos do processo no espaço de poucos dias, ou semanas, enquanto uma ferida crónica se prolonga no tempo, tendo muitas vezes fatores externos e internos associados. Entre estes, destacam-se a presença de infeção, doença crónica, como diabetes, imunossupressão e a idade. O tratamento das feridas crónicas, e a sua manutenção, assume custos elevados para os sistemas de saúde, com perspetivas de aumento devido ao envelhecimento da população. Assim, a emergência de tratamentos mais eficazes tem sido uma área de grande exploração científica nas últimas décadas. Os novos tratamentos para feridas atualmente em estudo têm em consideração todos os passos da cicatrização, assim como os mecanismos envolvidos. Entre os materiais usados, destacam-se os biopolímeros, pela sua biocompatibilidade e biodegradabilidade, assim como o baixo custo e natureza renovável. Pelo seu papel na cicatrização das feridas, o ácido hialurónico e o quitosano são dois dos biopolímeros mais usados. Desse modo, esta monografia pretende explorar a utilização destes polímeros como materiais para o tratamento de feridas, nas formulações atualmente em estudo. |
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| Autores principais: | Nascimento, Adriana Batista |
| Assunto: | Wound healing Hyaluronic acid Chitosan Hydrogels Films Microparticles Mestrado integrado -2020 |
| Ano: | 2020 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | inglês |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | A pele é o maior órgão do corpo humano, com função de proteção, regulação da temperatura corporal e suporte de vasos sanguíneos e nervos. Quando esta barreira é danificada, criando uma ferida, inicia-se um processo de cicatrização. Este é habitualmente dividido em quatro fases, que se sobrepõe. A primeira, a homeostase, visa o bloqueio imediato do sangramento da ferida, por mecanismos de vasoconstrição e coagulação. Subsequentemente, dá-se um processo inflamatório, com o recrutamento de neutrófilos, macrófagos e linfócitos para o local da agressão, seguindo-se uma fase de proliferação, com a formação de novo tecido de granulação, re-epitelização e angiogénese. Finalmente, ocorre a formação da cicatriz, na fase de remodelação. A sequência destes eventos determina a formação de uma ferida aguda ou crónica. As feridas agudas passam por todos os passos do processo no espaço de poucos dias, ou semanas, enquanto uma ferida crónica se prolonga no tempo, tendo muitas vezes fatores externos e internos associados. Entre estes, destacam-se a presença de infeção, doença crónica, como diabetes, imunossupressão e a idade. O tratamento das feridas crónicas, e a sua manutenção, assume custos elevados para os sistemas de saúde, com perspetivas de aumento devido ao envelhecimento da população. Assim, a emergência de tratamentos mais eficazes tem sido uma área de grande exploração científica nas últimas décadas. Os novos tratamentos para feridas atualmente em estudo têm em consideração todos os passos da cicatrização, assim como os mecanismos envolvidos. Entre os materiais usados, destacam-se os biopolímeros, pela sua biocompatibilidade e biodegradabilidade, assim como o baixo custo e natureza renovável. Pelo seu papel na cicatrização das feridas, o ácido hialurónico e o quitosano são dois dos biopolímeros mais usados. Desse modo, esta monografia pretende explorar a utilização destes polímeros como materiais para o tratamento de feridas, nas formulações atualmente em estudo. |
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