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Otite externa maligna : revisão bibliográfica

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Detalhes bibliográficos
Resumo:A Otite Externa Maligna é uma doença infecciosa potencialmente fatal, reconhecida desde 1968 por Chandler. Ocorre tipicamente em idosos diabéticos e que tem visto aumentar a incidência em indivíduos jovens com imunodeficiências. O principal agente etiológico é a Pseudomonas aeruginosa (75-95%), no entanto outras bactérias e alguns fungos têm sido implicados. Pode ser descrita como o processo de osteomielite do osso temporal com início no canal auditivo externo e que devido ao seu carácter progressivo e invasivo, pode acometer a base do crânio condicionando o desenvolvimento de neuropatias dos pares cranianos e complicações intracranianas que explicam a mortalidade que lhe é atribuída (10%). O termo “maligno”, falsamente conotado a processos neoplásicos, é assim justificado. Na abordagem desta patologia, a suspeita clínica e os exames de imagem são preponderantes para o diagnóstico precoce de forma a alterar o mau desfecho inerente à sua história natural. A antibioterapia com fluoroquinolonas tem-se mantido o goldstandard da terapêutica desta entidade desde os anos 90, no entanto com a crescente problemática da seleção de estirpes resistentes devido ao uso indevido dos antibióticos este paradigma poderá vir a alterar-se.
Autores principais:Soares, Ivânia Alexandra Castanho
Assunto:Otite externa maligna Pseudomonas aeruginosa Osteomielite Fluoroquinolonas Resistências Otorrinolaringologia
Ano:2020
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:A Otite Externa Maligna é uma doença infecciosa potencialmente fatal, reconhecida desde 1968 por Chandler. Ocorre tipicamente em idosos diabéticos e que tem visto aumentar a incidência em indivíduos jovens com imunodeficiências. O principal agente etiológico é a Pseudomonas aeruginosa (75-95%), no entanto outras bactérias e alguns fungos têm sido implicados. Pode ser descrita como o processo de osteomielite do osso temporal com início no canal auditivo externo e que devido ao seu carácter progressivo e invasivo, pode acometer a base do crânio condicionando o desenvolvimento de neuropatias dos pares cranianos e complicações intracranianas que explicam a mortalidade que lhe é atribuída (10%). O termo “maligno”, falsamente conotado a processos neoplásicos, é assim justificado. Na abordagem desta patologia, a suspeita clínica e os exames de imagem são preponderantes para o diagnóstico precoce de forma a alterar o mau desfecho inerente à sua história natural. A antibioterapia com fluoroquinolonas tem-se mantido o goldstandard da terapêutica desta entidade desde os anos 90, no entanto com a crescente problemática da seleção de estirpes resistentes devido ao uso indevido dos antibióticos este paradigma poderá vir a alterar-se.