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Sequelas e qualidade de vida após sépsis meningocócica em idade pediátrica

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Detalhes bibliográficos
Resumo:A infeção meningocócica apresenta uma elevada mortalidade e morbilidade, apresentando os seus picos de incidência durante a idade pediátrica. A sépsis meningocócica condiciona sequelas numa parte considerável dos sobreviventes, deixando algum impacto na vida dos próprios e dos seus familiares. Assim, o objetivo do trabalho foi estudar a existência de uma diferença significativa na qualidade de vida relacionada com a saúde (QVRS) com a presença ou não de sequelas após sépsis meningocócica em idade pediátrica. Foram estudadas 26 crianças internadas na Unidade de Cuidados Intensivos Pediátricos (UCIPed) do Hospital de Santa Maria (HSM) com o diagnóstico de sépsis meningocócica, tendo sido aplicados três módulos dos questionários de QVRS desenvolvidos pela PedsQL – Questionário dos Próprios, Questionário dos Pais e Questionário de Impacto Familiar. Os sobreviventes com sequelas após sépsis meningocócica apresentaram índices de QVRS inferiores aos apresentados pelos sobreviventes sem sequelas, como demonstrado por estudos já realizados. Os sobreviventes sem sequelas apresentaram índices de QVRS semelhantes aos apresentados por uma população pediátrica saudável. No que diz respeito ao Impacto Familiar também os familiares dos sobreviventes com sequelas apresentam índices de QVRS inferiores aos apresentados pelos familiares dos sobreviventes sem sequelas. A QVRS é um bom indicador da morbilidade associada a diferentes patologias, nomeadamente sépsis meningocócica, podendo ser um bom método para a avaliação de cuidados de saúde. Podem ainda, os estudos da qualidade de vida relacionada com a saúde, permitir a identificação das crianças em risco de vir a obter valores mais baixos, levando a uma intervenção o mais precocemente possível nos mesmos e nas suas famílias.
Autores principais:Gomes, Inês Carolino Rodrigues
Assunto:Sépsis meningocócica Sequelas Qualidade de vida Pediatria
Ano:2021
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:A infeção meningocócica apresenta uma elevada mortalidade e morbilidade, apresentando os seus picos de incidência durante a idade pediátrica. A sépsis meningocócica condiciona sequelas numa parte considerável dos sobreviventes, deixando algum impacto na vida dos próprios e dos seus familiares. Assim, o objetivo do trabalho foi estudar a existência de uma diferença significativa na qualidade de vida relacionada com a saúde (QVRS) com a presença ou não de sequelas após sépsis meningocócica em idade pediátrica. Foram estudadas 26 crianças internadas na Unidade de Cuidados Intensivos Pediátricos (UCIPed) do Hospital de Santa Maria (HSM) com o diagnóstico de sépsis meningocócica, tendo sido aplicados três módulos dos questionários de QVRS desenvolvidos pela PedsQL – Questionário dos Próprios, Questionário dos Pais e Questionário de Impacto Familiar. Os sobreviventes com sequelas após sépsis meningocócica apresentaram índices de QVRS inferiores aos apresentados pelos sobreviventes sem sequelas, como demonstrado por estudos já realizados. Os sobreviventes sem sequelas apresentaram índices de QVRS semelhantes aos apresentados por uma população pediátrica saudável. No que diz respeito ao Impacto Familiar também os familiares dos sobreviventes com sequelas apresentam índices de QVRS inferiores aos apresentados pelos familiares dos sobreviventes sem sequelas. A QVRS é um bom indicador da morbilidade associada a diferentes patologias, nomeadamente sépsis meningocócica, podendo ser um bom método para a avaliação de cuidados de saúde. Podem ainda, os estudos da qualidade de vida relacionada com a saúde, permitir a identificação das crianças em risco de vir a obter valores mais baixos, levando a uma intervenção o mais precocemente possível nos mesmos e nas suas famílias.