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Rastreio parasitológico em mamíferos exóticos atendidos no Hospital Escolar Veterinário da FMV-ULisboa

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Detalhes bibliográficos
Resumo:RESUMO - A existência de animais exóticos enquanto animais de estimação é uma realidade cada vez maior, nomeadamente em Portugal (Ferreira 2017). Os pequenos mamíferos exóticos são exemplo disso, pois apresentam inúmeras características que os tornam excelentes animais de companhia. Assim, torna-se fundamental a aquisição de mais conhecimentos sobre estas espécies, nomeadamente na área da parasitologia, uma vez que estas podem ser portadoras de parasitas com potencial zoonótico, representando um risco para a saúde publica. O objetivo deste estudo foi realizar um rastreio parasitológico nos mamíferos exóticos observados no Hospital Escolar Veterinário da FMV-ULisboa e, desta forma, estimar a prevalência dos mesmos nestes animais. Foram colhidas amostras de 74 animais, nomeadamente coelhos, porquinhos-da-índia, furões, ratazanas, chinchilas e um hamster. Realizou-se a colheita de amostras de pelo, de pele para a pesquisa de ectoparasitas, e de fezes para a pesquisa de parasitas gastrointestinais e pulmonares. Foi, ainda, realizada a necropsia aos animais que faleceram durante o período em que o estudo decorreu. As preparações foram observadas ao microscópio ótico e, posteriormente, realizou-se a análise estatística dos resultados. Relativamente aos ectoparasitas, nos coelhos (n=37) observaram-se Cheyletiella parasitovorax (10,81%), Leporacarus gibbus (8,11%) e Psoroptes cuniculi (2,70%). Nos porquinhos-da-índia (n=19) detetaram-se Chirodiscoides caviae (15,79%) e Gliricola porcelli (5,26%). Nos furões (n=8) e nas ratazanas (n=6) observaram-se Otodectes cynotis (12,5%) e Polyplax spinulosa (16,67%), respetivamente. No único hamster amostrado detetou-se Ornithonyssus bacoti (100%). Nas chinchilas (n=3) não se observaram ectoparasitas. Quanto à presença de parasitas gastrointestinais, apenas foi detetado Passalurus ambiguus (2,70%) nos coelhos (n=37). Não foram encontrados parasitas pulmonares em nenhum animal. No que diz respeito à prevenção verificou-se que 51,35% dos animais não recebiam desparasitação externa e que 64,86% recebiam desparasitação interna. Concluiu-se que a espécie mais parasitada foi o coelho. A maioria dos ectoparasitas encontrada nesta espécie (C. parasitovorax e L. gibbus) bem como o ácaro encontrado no hamster (O. bacoti), apresentam potencial zoonótico, o que realça a importância da adoção de cuidados na manipulação destes animais e do cumprimento da desparasitação.
Autores principais:Gomes, André Guimarães
Assunto:Mamíferos exóticos Ectoparasitas Parasitas Gastrointestinais Prevalência Lisboa Exotic mammals Ectoparasites Gastrointestinal parasites Prevalence Lisbon
Ano:2021
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:RESUMO - A existência de animais exóticos enquanto animais de estimação é uma realidade cada vez maior, nomeadamente em Portugal (Ferreira 2017). Os pequenos mamíferos exóticos são exemplo disso, pois apresentam inúmeras características que os tornam excelentes animais de companhia. Assim, torna-se fundamental a aquisição de mais conhecimentos sobre estas espécies, nomeadamente na área da parasitologia, uma vez que estas podem ser portadoras de parasitas com potencial zoonótico, representando um risco para a saúde publica. O objetivo deste estudo foi realizar um rastreio parasitológico nos mamíferos exóticos observados no Hospital Escolar Veterinário da FMV-ULisboa e, desta forma, estimar a prevalência dos mesmos nestes animais. Foram colhidas amostras de 74 animais, nomeadamente coelhos, porquinhos-da-índia, furões, ratazanas, chinchilas e um hamster. Realizou-se a colheita de amostras de pelo, de pele para a pesquisa de ectoparasitas, e de fezes para a pesquisa de parasitas gastrointestinais e pulmonares. Foi, ainda, realizada a necropsia aos animais que faleceram durante o período em que o estudo decorreu. As preparações foram observadas ao microscópio ótico e, posteriormente, realizou-se a análise estatística dos resultados. Relativamente aos ectoparasitas, nos coelhos (n=37) observaram-se Cheyletiella parasitovorax (10,81%), Leporacarus gibbus (8,11%) e Psoroptes cuniculi (2,70%). Nos porquinhos-da-índia (n=19) detetaram-se Chirodiscoides caviae (15,79%) e Gliricola porcelli (5,26%). Nos furões (n=8) e nas ratazanas (n=6) observaram-se Otodectes cynotis (12,5%) e Polyplax spinulosa (16,67%), respetivamente. No único hamster amostrado detetou-se Ornithonyssus bacoti (100%). Nas chinchilas (n=3) não se observaram ectoparasitas. Quanto à presença de parasitas gastrointestinais, apenas foi detetado Passalurus ambiguus (2,70%) nos coelhos (n=37). Não foram encontrados parasitas pulmonares em nenhum animal. No que diz respeito à prevenção verificou-se que 51,35% dos animais não recebiam desparasitação externa e que 64,86% recebiam desparasitação interna. Concluiu-se que a espécie mais parasitada foi o coelho. A maioria dos ectoparasitas encontrada nesta espécie (C. parasitovorax e L. gibbus) bem como o ácaro encontrado no hamster (O. bacoti), apresentam potencial zoonótico, o que realça a importância da adoção de cuidados na manipulação destes animais e do cumprimento da desparasitação.