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Perceção subjetiva da qualidade de vida, estratégias de coping e distress, nas pessoas que vivem com o VIH/SIDA e perceção subjetiva que os cuidadores formais têm acerca da qualidade de vida das mesmas

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Com os avanços tecnológicos na medicina, deu-se um aumento da sobrevida das pessoas que vivem com o VIH/SIDA, contudo maior durabilidade não é sinónimo de Qualidade. Atendendo às suas especificidades, esta doença trás repercussões ao nível da Qualidade de Vida dos seus portadores. Neste sentido, o presente estudo pretendeu explorar a Qualidade de Vida, o Distress Emocional e as Estratégias de Coping de uma amostra de pessoas que vive com o VIH/SIDA. Pretendeu também explorar a perceção subjetiva da Qualidade de Vida que os cuidadores formais secundários têm acerca dos seus pacientes. A amostra é constituída por 31 pessoas que vivem com o VIH/SIDA, acompanhadas na Ser+, Associação Portuguesa para a Prevenção e Desafio à SIDA, e pelos 5 Técnicos que desempenham as funções de “Cuidadores Formais Secundários”. Tendo em conta o objetivo do estudo, as pessoas que vivem com o VIH/SIDA responderam aos seguintes instrumentos: WHOQOL-HIV-BREF (UNAIDS, 2002; Canavarro & Pereira, 2011), Termómetro de Distress (Bacalhau, 2004), QMLA (Folkman & Lazarus, 1988; Pais-Ribeiro & Santos, 2001). E os respetivos cuidadores formais secundários responderam ao WHOQOL-HIV-BREF. Os resultados obtidos sugerem que as pessoas que vivem com o VIH/SIDA percecionam a sua Qualidade de Vida de forma moderada, apresentam níveis de Distress emocional diminutos e utilizam estratégias de confronto simultaneamente focadas na emoção e na resolução do problema. Esta utilização concomitante tem por objetivo diminuir os efeitos negativos do acontecimento stressante. Os dados permitem ainda concluir que os cuidadores formais secundários depreciam a Qualidade de Vida dos seus pacientes, em todos os domínios explorados pelo instrumento de avaliação de Qualidade de Vida.
Autores principais:Jorge, Ana Rita Lopes
Assunto:Qualidade de vida - Portugal Estratégias de coping Sida Teses de mestrado - 2013
Ano:2013
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:Com os avanços tecnológicos na medicina, deu-se um aumento da sobrevida das pessoas que vivem com o VIH/SIDA, contudo maior durabilidade não é sinónimo de Qualidade. Atendendo às suas especificidades, esta doença trás repercussões ao nível da Qualidade de Vida dos seus portadores. Neste sentido, o presente estudo pretendeu explorar a Qualidade de Vida, o Distress Emocional e as Estratégias de Coping de uma amostra de pessoas que vive com o VIH/SIDA. Pretendeu também explorar a perceção subjetiva da Qualidade de Vida que os cuidadores formais secundários têm acerca dos seus pacientes. A amostra é constituída por 31 pessoas que vivem com o VIH/SIDA, acompanhadas na Ser+, Associação Portuguesa para a Prevenção e Desafio à SIDA, e pelos 5 Técnicos que desempenham as funções de “Cuidadores Formais Secundários”. Tendo em conta o objetivo do estudo, as pessoas que vivem com o VIH/SIDA responderam aos seguintes instrumentos: WHOQOL-HIV-BREF (UNAIDS, 2002; Canavarro & Pereira, 2011), Termómetro de Distress (Bacalhau, 2004), QMLA (Folkman & Lazarus, 1988; Pais-Ribeiro & Santos, 2001). E os respetivos cuidadores formais secundários responderam ao WHOQOL-HIV-BREF. Os resultados obtidos sugerem que as pessoas que vivem com o VIH/SIDA percecionam a sua Qualidade de Vida de forma moderada, apresentam níveis de Distress emocional diminutos e utilizam estratégias de confronto simultaneamente focadas na emoção e na resolução do problema. Esta utilização concomitante tem por objetivo diminuir os efeitos negativos do acontecimento stressante. Os dados permitem ainda concluir que os cuidadores formais secundários depreciam a Qualidade de Vida dos seus pacientes, em todos os domínios explorados pelo instrumento de avaliação de Qualidade de Vida.