Publicação
De Serviçais a Funcionárias Rurais: estudo sobre a participação e trabalho femininos na economia agrícola santomense nos anos de 1950 a 1999.
| Resumo: | O presente trabalho pretende ser uma leitura sobre a participação feminina na vida económica, social e familiar das roças de S. Tomé e Príncipe, desde 1950 a 1999, um intervalo temporal que inclui dois importantes momentos da história do país. O primeiro, sob domínio colonial e o segundo, que sucede a independência de STP e se estende até 1999, para tentar perceber o verdadeiro lugar e papel da mulher serviçal e, posteriormente, funcionária rural na Economia Agrícola. Com efeito, de 1950 a 1975, propõe-se descortinar a importância da mulher na esfera produtiva, sobretudo, nas plantações de cacau numa sociedade colonial, cuja divisão social de trabalho era marcada pela orientação sexual e excessiva valorização da supremacia masculina. De 1975 a 1999, vários acontecimentos tiveram lugar em S. Tomé e Príncipe, entre os quais, a independência nacional, a nacionalização e posterior privatização das propriedades agrícolas, o 1º Programa de Ajustamento Estrutural (PAE), a abertura democrática em 1990, a liberalização económica, a reforma do Sistema financeiro e a institucionalização do Banco Central em 1992. Estes acontecimentos mudaram o status das Ilhas e das serviçais e mudaram ainda, a atitude da mulher em sociedade e a forma de agir e pensar dos santomenses, em geral. Nestes termos, através da análise bibliográfica e documental e do recurso a histórias de vida e às entrevistas às ex-serviçais e às pessoas ligadas ao sector agrícola no período em análise, pretendemos aprofundar o conhecimento sobre o nosso objecto de estudo e indagar, ao longo do período em observação, se a ascensão pós-colonial de serviçais à trabalhadoras agrícolas, era uma mera designação, ou se foram, de facto, instituídos novos paradigmas e modelos de participação da mulher, que implicassem direitos e salário iguais para o mesmo trabalho. |
|---|---|
| Autores principais: | Ceita, Maria Nazaré Dias de |
| Assunto: | Economia agrícola Economia roceira Roças Serviçais Funcionárias rurais Trabalho rural Agricultural economy Economy of roças Roças Servants Rural workers Rural work |
| Ano: | 2020 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | tese de doutoramento |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | O presente trabalho pretende ser uma leitura sobre a participação feminina na vida económica, social e familiar das roças de S. Tomé e Príncipe, desde 1950 a 1999, um intervalo temporal que inclui dois importantes momentos da história do país. O primeiro, sob domínio colonial e o segundo, que sucede a independência de STP e se estende até 1999, para tentar perceber o verdadeiro lugar e papel da mulher serviçal e, posteriormente, funcionária rural na Economia Agrícola. Com efeito, de 1950 a 1975, propõe-se descortinar a importância da mulher na esfera produtiva, sobretudo, nas plantações de cacau numa sociedade colonial, cuja divisão social de trabalho era marcada pela orientação sexual e excessiva valorização da supremacia masculina. De 1975 a 1999, vários acontecimentos tiveram lugar em S. Tomé e Príncipe, entre os quais, a independência nacional, a nacionalização e posterior privatização das propriedades agrícolas, o 1º Programa de Ajustamento Estrutural (PAE), a abertura democrática em 1990, a liberalização económica, a reforma do Sistema financeiro e a institucionalização do Banco Central em 1992. Estes acontecimentos mudaram o status das Ilhas e das serviçais e mudaram ainda, a atitude da mulher em sociedade e a forma de agir e pensar dos santomenses, em geral. Nestes termos, através da análise bibliográfica e documental e do recurso a histórias de vida e às entrevistas às ex-serviçais e às pessoas ligadas ao sector agrícola no período em análise, pretendemos aprofundar o conhecimento sobre o nosso objecto de estudo e indagar, ao longo do período em observação, se a ascensão pós-colonial de serviçais à trabalhadoras agrícolas, era uma mera designação, ou se foram, de facto, instituídos novos paradigmas e modelos de participação da mulher, que implicassem direitos e salário iguais para o mesmo trabalho. |
|---|