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Práticas nacionais no diagnóstico da apneia obstrutiva do sono e na titulação de CPAP : avaliação dos efeitos na população doente

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Introdução: A apneia obstrutiva do sono (AOS) é uma perturbação crónica comum. Diferentes métodos podem ser utilizados para o seu diagnóstico e para a determinação das pressões do tratamento com pressão positiva contínua, sendo a eficiência dos mesmos uma preocupação actual. A aplicação de normas protocolares é crucial para uma optimização dos resultados, existindo recomendações internacionais recentes. Objectivos: Investigar se as recomendações internacionais estão actualmente a ser seguidas; determinar se existem diferenças na população causadas pelo seguimento ou não das normas; averiguar a existência de efeitos na população relacionados com as práticas correntemente utilizadas. Participantes e métodos: Os dados foram solicitados a uma das maiores empresas com serviço domiciliário de CPAP em Portugal, sendo posteriormente a informação cedida pelos pacientes através do preenchimento de um questionário. Tratamento estatístico realizado no programa SPSS. Resultados: A amostra ficou constituída por 165 indivíduos. Em 58,79% dos pacientes foi realizado um exame de diagnóstico e em 88,4% foi utilizado um método de titulação de CPAP, que não estão de acordo com as recomendações internacionais. Apenas 60% dos pacientes cumprem o tratamento com CPAP/APAP. Em 13% dos pacientes, persistem valores de sonolência patológicos após CPAP/APAP. 59,4% dos pacientes afirmaram tomar medicação para a tensão arterial (TA), sendo que, na última avaliação, 38,19% e 6,29% dos pacientes apresentavam valores de TA sistólica e diastólica elevadas. Conclusão: Os resultados obtidos levam-nos a afirmar que na maioria da população com AOS, não está a ser feito o diagnostico e/ou a titulação de CPAP de acordo com as recomendações internacionais. No entanto, não foram encontradas diferenças na população que comprovem o benefício do seguimento dessas recomendações. Este estudo evidencia a existência de alguns efeitos negativos, nomeadamente, na adesão ao CPAP/APAP, nos valores da TA e nos níveis de sonolência da população, que poderão ser resultantes das práticas utilizadas.
Autores principais:Matos, Elsa Margarida Fernandes de, 1982-
Assunto:Síndrome da apneia obstrutiva do sono (SAOS) População portuguesa Normas Hipertensão arterial Pressão Positiva Contínua nas Vias Aéreas (CPAP) Teses de mestrado - 2013
Ano:2013
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:Introdução: A apneia obstrutiva do sono (AOS) é uma perturbação crónica comum. Diferentes métodos podem ser utilizados para o seu diagnóstico e para a determinação das pressões do tratamento com pressão positiva contínua, sendo a eficiência dos mesmos uma preocupação actual. A aplicação de normas protocolares é crucial para uma optimização dos resultados, existindo recomendações internacionais recentes. Objectivos: Investigar se as recomendações internacionais estão actualmente a ser seguidas; determinar se existem diferenças na população causadas pelo seguimento ou não das normas; averiguar a existência de efeitos na população relacionados com as práticas correntemente utilizadas. Participantes e métodos: Os dados foram solicitados a uma das maiores empresas com serviço domiciliário de CPAP em Portugal, sendo posteriormente a informação cedida pelos pacientes através do preenchimento de um questionário. Tratamento estatístico realizado no programa SPSS. Resultados: A amostra ficou constituída por 165 indivíduos. Em 58,79% dos pacientes foi realizado um exame de diagnóstico e em 88,4% foi utilizado um método de titulação de CPAP, que não estão de acordo com as recomendações internacionais. Apenas 60% dos pacientes cumprem o tratamento com CPAP/APAP. Em 13% dos pacientes, persistem valores de sonolência patológicos após CPAP/APAP. 59,4% dos pacientes afirmaram tomar medicação para a tensão arterial (TA), sendo que, na última avaliação, 38,19% e 6,29% dos pacientes apresentavam valores de TA sistólica e diastólica elevadas. Conclusão: Os resultados obtidos levam-nos a afirmar que na maioria da população com AOS, não está a ser feito o diagnostico e/ou a titulação de CPAP de acordo com as recomendações internacionais. No entanto, não foram encontradas diferenças na população que comprovem o benefício do seguimento dessas recomendações. Este estudo evidencia a existência de alguns efeitos negativos, nomeadamente, na adesão ao CPAP/APAP, nos valores da TA e nos níveis de sonolência da população, que poderão ser resultantes das práticas utilizadas.