Publicação
Avaliação de tecnologias de saúde: análise comparativa de metodologias inovadoras para financiamento a nível europeu
| Resumo: | A Avaliação de Tecnologias de Saúde é um processo de avaliação terapêutico e económico complexo, onde se incluem medicamentos, dispositivos médicos e terapêuticas avançadas. É através dele que as tecnologias de saúde são integradas nos Serviços Nacionais de Saúde permitindo disponibilizar aos doentes um cuidado de saúde equitativo, mas também uma sustentabilidade financeira dos países. Este é um processo bastante heterogéneo atualmente na Europa, daí a necessidade de criação de grupos de trabalho conjuntos e colaborações para otimizar e agilizar os processos impedindo uma desigualdade tão acentuada no acesso. Surgem organizações como o caso da EUnetHTA que veio desencadear um conjunto de colaborações como a Baltic Procurement Initiative, Beneluxa Initiative, Fair and Affordable Pricing, Nordic Pharmaceutical Forum e La Valletta Declaration. É nestas plataformas de trocas de best practices que se discutem temáticas como os Managed Entry Agreements e novas formas de aumentar o financiamento para inovação no mercado farmacêutico. A análise de dados de três países distintos entre si, Reino Unido (NICE), Alemanha (IQWIG e G-BA), Suécia (TLV) foi crucial para comparar as metodologias específicas utilizadas com a realidade portuguesa. Em Portugal, a Avaliação de Tecnologias de Saúde é liderada pelo INFARMED, I.P. mais especificamente pelo Sistema Nacional de Avaliação de Tecnologias de Saúde (SiNATS). Com base nesta comparação de metodologias investigou-se qual o mecanismo de acesso às terapêuticas para as doenças raras e o atual paradigma dos medicamentos órfãos bem como os desafios do seu acesso no setor. Analisou-se ainda dois case studies de situações que ocorreram em Portugal quais as suas lacunas e adversidades à data. Por fim, podemos concluir que certas metodologias e best practices utilizadas na Avaliação de Tecnologias de Saúde noutros países podem ser experimentadas em Portugal com intuito de melhorar o acesso a terapêuticas inovadoras que estejam centradas no doente. |
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| Autores principais: | Jourdan, Maria Félix |
| Assunto: | Avaliação de tecnologias de saúde Acesso ao mercado Financiamento Medicamentos órfãos Doenças raras Mestrado integrado - 2021 |
| Ano: | 2021 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | A Avaliação de Tecnologias de Saúde é um processo de avaliação terapêutico e económico complexo, onde se incluem medicamentos, dispositivos médicos e terapêuticas avançadas. É através dele que as tecnologias de saúde são integradas nos Serviços Nacionais de Saúde permitindo disponibilizar aos doentes um cuidado de saúde equitativo, mas também uma sustentabilidade financeira dos países. Este é um processo bastante heterogéneo atualmente na Europa, daí a necessidade de criação de grupos de trabalho conjuntos e colaborações para otimizar e agilizar os processos impedindo uma desigualdade tão acentuada no acesso. Surgem organizações como o caso da EUnetHTA que veio desencadear um conjunto de colaborações como a Baltic Procurement Initiative, Beneluxa Initiative, Fair and Affordable Pricing, Nordic Pharmaceutical Forum e La Valletta Declaration. É nestas plataformas de trocas de best practices que se discutem temáticas como os Managed Entry Agreements e novas formas de aumentar o financiamento para inovação no mercado farmacêutico. A análise de dados de três países distintos entre si, Reino Unido (NICE), Alemanha (IQWIG e G-BA), Suécia (TLV) foi crucial para comparar as metodologias específicas utilizadas com a realidade portuguesa. Em Portugal, a Avaliação de Tecnologias de Saúde é liderada pelo INFARMED, I.P. mais especificamente pelo Sistema Nacional de Avaliação de Tecnologias de Saúde (SiNATS). Com base nesta comparação de metodologias investigou-se qual o mecanismo de acesso às terapêuticas para as doenças raras e o atual paradigma dos medicamentos órfãos bem como os desafios do seu acesso no setor. Analisou-se ainda dois case studies de situações que ocorreram em Portugal quais as suas lacunas e adversidades à data. Por fim, podemos concluir que certas metodologias e best practices utilizadas na Avaliação de Tecnologias de Saúde noutros países podem ser experimentadas em Portugal com intuito de melhorar o acesso a terapêuticas inovadoras que estejam centradas no doente. |
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