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A transfiguração barroca de um espaço arquitectónico: a obra setecentista na Sé de Elvas

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Resumo:A igreja de Santa Maria da Praça, o principal templo de Elvas, erguida a partir de 1517 (aberta ao culto em 1537), no tempo de D. Manuel, sobre a anterior igreja medieval de Santa Maria dos Açougues, só na segunda metade do século XVI viu a suas obras concluídas. Em 1570, com a criação da diocese de Elvas, no reinado de D. Sebastião, a igreja foi elevada à categoria de Sé. Na sequência deste facto, o edifício foi objecto de remodelações importantes, sob a égide dos seus bispos e cabidos, entre os finais do século XVI e os anos 30 do século seguinte. Tais obras consistiram na construção de uma nova capela-mor, da nova sacristia, da Casa do Cabido, da Capela do Santíssimo Sacramento, do pátio, da cisterna, do relógio e da varanda da fachada principal e, possivelmente, do campanário. Além disso, foi ainda alvo de diversas decorações no seu interior. No século XVIII, a Sé de Elvas voltaria, uma vez mais, a ser objecto de renovação, já em estilo barroco, o qual lhe alterou de modo substancial o seu espaço interno. As intervenções setecentistas (o tema propriamente dito da presente tese) ocorreram até finais do anos 60, sob a iniciativa de cabidos em sede vacante, de confrarias e de bispos, designadamente de D. Baltazar de Faria Vilas Boas e Sampaio (1743-1757) e D. Lourenço de Lencastre (1759-1780). Tais reformas consistiram, sobretudo, na reedificação de uma nova capela-mor (a terceira), na reforma das capelas laterais, da Sala Capitular, da escadaria e do adro da igreja. Neste período foi ainda encomendado ao italiano Pascoal Caetano Oldovino o aparatoso órgão do coro alto. Na segunda metade do século XIX, a diocese de Elvas foi extinta, e a Sé voltou à sua função de igreja matriz de Elvas. Entretanto, em finais dos anos 30 do século XX, no tempo do Estado Novo, houve um projecto de restauro que visava devolver a antiga Sé à sua traça quinhentista, através da eliminação de parte da sua obra barroca, mas tais planos não chegaram a ser executados.
Autores principais:Cabeças, Mário Alexandre Henriques Zacarias
Assunto:Sé Catedral (Elvas, Portugal) - séc.18 Arquitectura religiosa - Elvas (Portugal) - séc.18 - Conservação e restauro Barroco - Portugal Teses de mestrado - 2012
Ano:2011
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:A igreja de Santa Maria da Praça, o principal templo de Elvas, erguida a partir de 1517 (aberta ao culto em 1537), no tempo de D. Manuel, sobre a anterior igreja medieval de Santa Maria dos Açougues, só na segunda metade do século XVI viu a suas obras concluídas. Em 1570, com a criação da diocese de Elvas, no reinado de D. Sebastião, a igreja foi elevada à categoria de Sé. Na sequência deste facto, o edifício foi objecto de remodelações importantes, sob a égide dos seus bispos e cabidos, entre os finais do século XVI e os anos 30 do século seguinte. Tais obras consistiram na construção de uma nova capela-mor, da nova sacristia, da Casa do Cabido, da Capela do Santíssimo Sacramento, do pátio, da cisterna, do relógio e da varanda da fachada principal e, possivelmente, do campanário. Além disso, foi ainda alvo de diversas decorações no seu interior. No século XVIII, a Sé de Elvas voltaria, uma vez mais, a ser objecto de renovação, já em estilo barroco, o qual lhe alterou de modo substancial o seu espaço interno. As intervenções setecentistas (o tema propriamente dito da presente tese) ocorreram até finais do anos 60, sob a iniciativa de cabidos em sede vacante, de confrarias e de bispos, designadamente de D. Baltazar de Faria Vilas Boas e Sampaio (1743-1757) e D. Lourenço de Lencastre (1759-1780). Tais reformas consistiram, sobretudo, na reedificação de uma nova capela-mor (a terceira), na reforma das capelas laterais, da Sala Capitular, da escadaria e do adro da igreja. Neste período foi ainda encomendado ao italiano Pascoal Caetano Oldovino o aparatoso órgão do coro alto. Na segunda metade do século XIX, a diocese de Elvas foi extinta, e a Sé voltou à sua função de igreja matriz de Elvas. Entretanto, em finais dos anos 30 do século XX, no tempo do Estado Novo, houve um projecto de restauro que visava devolver a antiga Sé à sua traça quinhentista, através da eliminação de parte da sua obra barroca, mas tais planos não chegaram a ser executados.