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Aplicabilidade da eletrocardiografia fetal transabdominal

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Contexto: A eletrocardiografia fetal transabdominal tem sido objeto de estudo nos últimos anos nas diversas aplicações clínicas tanto a nível intraparto e anteparto. Esta metodologia de monitorização fetal consiste na aplicação de elétrodos cutâneos no abdômen materno com o objetivo de detetar sinais eletrocardiográficos fetais e sinais elétricos refletindo a contratilidade uterina, porém ainda não é amplamente utilizada na prática clínica, pelo que urge conhecer as suas várias aplicações e potencialidades. Objetivo: Rever o potencial e a aplicabilidade da ECG-TA no período do anteparto e intraparto. Métodos: Efetuou-se uma revisão sistemática da base de dados MEDLINE/PUBMED entre 2000-2021, utilizando palavras-chave como fetal electrocardiogram; transabdominal fetal ecg; trans-abdominal fetal ecg; noninvasive fetal electrocardiogram; taECG; entre outras similares. Foram incluídas revisões sistemáticas, estudos retrospetivos e prospetivos e ainda estudos aleatorizados. Resultados: Dos 603 artigos inicialmente encontrados, apenas 52 foram incluídos nesta revisão. Relativamente ao anteparto a ECG-TA parecer ser promissor no diagnóstico pré-natal de cardiopatias, na identificação de sofrimento fetal na pré-eclâmpsia e restrição de crescimento fetal, na sua capacidade em diferenciar a FCf em gravidezes múltiplas e também nas suas potencialidades a nível de ambulatório. No intraparto a ECG-TA tem uma tendência para ser superior à CTG em grávidas obesas, na sua acuidade, na taxa de sucesso, na perda de sinal, na taxa de confusão materna, na fiabilidade, na satisfação das grávidas e na monitorização das contrações uterinas. Conclusões: A ECG-TA é método promissor na sua utilização tanto a nível de anteparto e intraparto nos vários aspetos discutidos no trabalho, contudo estudos de com poder estatístico superior são necessários à sua implementação na prática clínica.
Autores principais:Baptista, Tiago Filipe Rodrigues
Assunto:Eletrocardiografia fetal transabdominal Monitorização fetal Intraparto Anteparto Aplicabilidade Obstetrícia
Ano:2022
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:Contexto: A eletrocardiografia fetal transabdominal tem sido objeto de estudo nos últimos anos nas diversas aplicações clínicas tanto a nível intraparto e anteparto. Esta metodologia de monitorização fetal consiste na aplicação de elétrodos cutâneos no abdômen materno com o objetivo de detetar sinais eletrocardiográficos fetais e sinais elétricos refletindo a contratilidade uterina, porém ainda não é amplamente utilizada na prática clínica, pelo que urge conhecer as suas várias aplicações e potencialidades. Objetivo: Rever o potencial e a aplicabilidade da ECG-TA no período do anteparto e intraparto. Métodos: Efetuou-se uma revisão sistemática da base de dados MEDLINE/PUBMED entre 2000-2021, utilizando palavras-chave como fetal electrocardiogram; transabdominal fetal ecg; trans-abdominal fetal ecg; noninvasive fetal electrocardiogram; taECG; entre outras similares. Foram incluídas revisões sistemáticas, estudos retrospetivos e prospetivos e ainda estudos aleatorizados. Resultados: Dos 603 artigos inicialmente encontrados, apenas 52 foram incluídos nesta revisão. Relativamente ao anteparto a ECG-TA parecer ser promissor no diagnóstico pré-natal de cardiopatias, na identificação de sofrimento fetal na pré-eclâmpsia e restrição de crescimento fetal, na sua capacidade em diferenciar a FCf em gravidezes múltiplas e também nas suas potencialidades a nível de ambulatório. No intraparto a ECG-TA tem uma tendência para ser superior à CTG em grávidas obesas, na sua acuidade, na taxa de sucesso, na perda de sinal, na taxa de confusão materna, na fiabilidade, na satisfação das grávidas e na monitorização das contrações uterinas. Conclusões: A ECG-TA é método promissor na sua utilização tanto a nível de anteparto e intraparto nos vários aspetos discutidos no trabalho, contudo estudos de com poder estatístico superior são necessários à sua implementação na prática clínica.