Publicação

A crise do presidencialismo brasileiro: a questão da estabilidade do poder executivo

Ver documento

Detalhes bibliográficos
Resumo:Esta dissertação aborda o funcionamento do presidencialismo de coalizão brasileiro à luz da doutrina clássica da separação dos poderes. Destaca-se o quanto o Poder Executivo foi fortalecido pela Constituição de 1988, permitindo caracterizar o sistema de governo brasileiro como ultrapresidencialismo, enquanto, ao mesmo tempo, ressalta-se que o multipartidarismo vigente no país relativiza a concentração de poderes no Executivo, o que cria a necessidade de formação de governos de coalizão. Por fim, aborda-se a tendência de parlamentarização do sistema político brasileiro, razão pela qual a estabilidade do Poder Executivo tem sido cada vez mais comprometida por um Poder Legislativo mais assertivo e decidido a participar de forma mais atuante no processo decisório nacional. As tensões criadas pela contradição entre a normatividade presidencialista e a crescente práxis parlamentarista permitem afirmar que o presidencialismo no Brasil está em crise.
Autores principais:Faria, Asafe Nascimento Moreira
Assunto:Separação de poderes Presidencialismo de coalizão Estabilidade do poder executivo Ultrapresidencialismo Multipartidarismo Parlamentarização Separation of Powers Coalition Presidentialism Executive Power Stability Ultra-Presidentialism Multiparty System Parliamentarization
Ano:2019
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:Esta dissertação aborda o funcionamento do presidencialismo de coalizão brasileiro à luz da doutrina clássica da separação dos poderes. Destaca-se o quanto o Poder Executivo foi fortalecido pela Constituição de 1988, permitindo caracterizar o sistema de governo brasileiro como ultrapresidencialismo, enquanto, ao mesmo tempo, ressalta-se que o multipartidarismo vigente no país relativiza a concentração de poderes no Executivo, o que cria a necessidade de formação de governos de coalizão. Por fim, aborda-se a tendência de parlamentarização do sistema político brasileiro, razão pela qual a estabilidade do Poder Executivo tem sido cada vez mais comprometida por um Poder Legislativo mais assertivo e decidido a participar de forma mais atuante no processo decisório nacional. As tensões criadas pela contradição entre a normatividade presidencialista e a crescente práxis parlamentarista permitem afirmar que o presidencialismo no Brasil está em crise.