Publicação
Utilização de Chlorella minutissima produzida em água de drenagem agrícola como bioestimulante na cultura do milho
| Resumo: | A utilização de fertilizantes químicos na agricultura tem vindo a causar problemas ambientais no solo e nos ecossistemas. Os bioestimulantes à base de microalgas surgem como uma alternativa para reduzir esses danos e, cada vez mais, tendem a ser usados em conjunto com os fertilizantes convencionais. O presente estudo teve como objetivo avaliar o potencial bioestimulante da microalga Chlorella minutissima na cultura do milho (Zea mays L.), num ensaio em vaso com a duração de 71 dias. Foi avaliada a capacidade do bioestimulante para permitir a diminuição da fertilização mineral em azoto, fósforo e potássio para 75% da recomendada. O crescimento, e todo o processo de produção, da biomassa microalgal foi feito com água de drenagem de um campo agrícola, utilizando um reator do tipo raceway de 10 L, instalado no Instituto Superior de Agronomia (ISA), numa sala com temperatura controlada (23 ± 3ºC). Foi delineado um ensaio em vasos, realizado no Horto de Química Agrícola do ISA, com duas modalidades de adubação, 100% e 75% da fertilização mineral recomendada para a cultura. Dentro dessas duas modalidades, foi aplicada a microalga de três formas diferentes, (i) à sementeira, (ii) por fertirrega (durante 6 semanas) e (iii) através de spray foliar (durante 4 semanas), mantendo um (iv) controlo sem aplicação de microalga. Os resultados demonstram que a biomassa microalgal da C. minutissima utilizada teve um efeito bioestimulante no crescimento das plantas de milho, exercendo um efeito positivo na sua altura e na biomassa produzida. O modo de aplicação que se mostrou ser mais eficiente em termos da biomassa produzida foi a fertirrega, em ambas as modalidades de adubação, tendo-se destacado dos restantes resultados, originando um aumento de biomassa de 222% e 371% na modalidade FR100 e FR75, respetivamente, face ao controlo. |
|---|---|
| Autores principais: | Pinto, Beatriz Marques |
| Assunto: | fertilização bioestimulantes fertirrega microalgas raceway fertilization biostimulants fertigation microalgae raceway |
| Ano: | 2023 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | A utilização de fertilizantes químicos na agricultura tem vindo a causar problemas ambientais no solo e nos ecossistemas. Os bioestimulantes à base de microalgas surgem como uma alternativa para reduzir esses danos e, cada vez mais, tendem a ser usados em conjunto com os fertilizantes convencionais. O presente estudo teve como objetivo avaliar o potencial bioestimulante da microalga Chlorella minutissima na cultura do milho (Zea mays L.), num ensaio em vaso com a duração de 71 dias. Foi avaliada a capacidade do bioestimulante para permitir a diminuição da fertilização mineral em azoto, fósforo e potássio para 75% da recomendada. O crescimento, e todo o processo de produção, da biomassa microalgal foi feito com água de drenagem de um campo agrícola, utilizando um reator do tipo raceway de 10 L, instalado no Instituto Superior de Agronomia (ISA), numa sala com temperatura controlada (23 ± 3ºC). Foi delineado um ensaio em vasos, realizado no Horto de Química Agrícola do ISA, com duas modalidades de adubação, 100% e 75% da fertilização mineral recomendada para a cultura. Dentro dessas duas modalidades, foi aplicada a microalga de três formas diferentes, (i) à sementeira, (ii) por fertirrega (durante 6 semanas) e (iii) através de spray foliar (durante 4 semanas), mantendo um (iv) controlo sem aplicação de microalga. Os resultados demonstram que a biomassa microalgal da C. minutissima utilizada teve um efeito bioestimulante no crescimento das plantas de milho, exercendo um efeito positivo na sua altura e na biomassa produzida. O modo de aplicação que se mostrou ser mais eficiente em termos da biomassa produzida foi a fertirrega, em ambas as modalidades de adubação, tendo-se destacado dos restantes resultados, originando um aumento de biomassa de 222% e 371% na modalidade FR100 e FR75, respetivamente, face ao controlo. |
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