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O papel do bem-estar na intenção de abandonar a profissão de enfermagem

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Os elevados níveis de rotatividade que conduzem muitas das vezes ao abandono da profissão por parte dos enfermeiros tem agravado o problema de escassez destes profissionais em Portugal. Tendo em conta as exigências que a pandemia Covid-19 impôs aos enfermeiros, importa avaliar o seu bem-estar, medido pela qualidade de vida no trabalho, enquanto preditor da intenção de abandonar a profissão. Este constitui o principal objetivo do presente estudo suportado num inquérito por questionário que foi aplicado a uma amostra de 166 enfermeiros. Os resultados obtidos permitem concluir que o bem-estar dos enfermeiros impacta significativamente na intenção de abandonar a profissão, sendo que a dimensão stress no trabalho impacta positivamente e as restantes variáveis – bem-estar geral, satisfação no trabalho e na carreira, equilíbrio trabalho família e controlo no trabalho – impactam negativamente na intenção de abandonar a profissão. Verificou-se também que os níveis de bem-estar na amostra são baixos, devido sobretudo à falta de equilíbrio trabalho-família, às más condições de trabalho, aos níveis excessivos de stress, à falta de satisfação no trabalho e na carreira. Estes resultados deterioram-se na faixa etária acima dos 35 anos de idade, apresentando uma menor satisfação no trabalho e na carreira, menor interesse em desenvolver novas competências e níveis stress no local de trabalho mais elevados. Porventura, é esta a faixa etária que exibe uma maior intenção de abandonar a sua profissão. São ainda apresentadas implicações do estudo na retenção destes profissionais, nomeadamente a necessidade e importância das instituições de saúde investirem na promoção do bem-estar dos enfermeiros.
Autores principais:Imaginário, Duarte Miguel Piteira
Assunto:Recursos Humanos Enfermagem Qualidade de Vida no Trabalho Nursing Quality of life at work
Ano:2022
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:Os elevados níveis de rotatividade que conduzem muitas das vezes ao abandono da profissão por parte dos enfermeiros tem agravado o problema de escassez destes profissionais em Portugal. Tendo em conta as exigências que a pandemia Covid-19 impôs aos enfermeiros, importa avaliar o seu bem-estar, medido pela qualidade de vida no trabalho, enquanto preditor da intenção de abandonar a profissão. Este constitui o principal objetivo do presente estudo suportado num inquérito por questionário que foi aplicado a uma amostra de 166 enfermeiros. Os resultados obtidos permitem concluir que o bem-estar dos enfermeiros impacta significativamente na intenção de abandonar a profissão, sendo que a dimensão stress no trabalho impacta positivamente e as restantes variáveis – bem-estar geral, satisfação no trabalho e na carreira, equilíbrio trabalho família e controlo no trabalho – impactam negativamente na intenção de abandonar a profissão. Verificou-se também que os níveis de bem-estar na amostra são baixos, devido sobretudo à falta de equilíbrio trabalho-família, às más condições de trabalho, aos níveis excessivos de stress, à falta de satisfação no trabalho e na carreira. Estes resultados deterioram-se na faixa etária acima dos 35 anos de idade, apresentando uma menor satisfação no trabalho e na carreira, menor interesse em desenvolver novas competências e níveis stress no local de trabalho mais elevados. Porventura, é esta a faixa etária que exibe uma maior intenção de abandonar a sua profissão. São ainda apresentadas implicações do estudo na retenção destes profissionais, nomeadamente a necessidade e importância das instituições de saúde investirem na promoção do bem-estar dos enfermeiros.