Publicação
Cuidar a boca em cuidados paliativos : contributo para a promoção da dignidade humana
| Resumo: | Cuidar a boca de Pessoas com doença avançada, incurável e progressiva é uma intervenção dos enfermeiros, fundamental na promoção da qualidade de vida e da dignidade humana. Os objectivos deste estudo são identificar as principais alterações presentes na boca destes utentes, descrever a forma como os enfermeiros valorizam os cuidados à boca e identificar as suas respostas perante os problemas existentes na boca. Estudo transversal de carácter exploratório e descritivo, com uma amostra não aleatória e de conveniência. Recolha de dados com recurso à observação da boca de 35 utentes hospitalizados com doença avançada, incurável e progressiva, entrevista a 10 enfermeiras que prestam cuidados nesses serviços e consulta de 482 registos de enfermagem, dos utentes participantes no estudo. As principais alterações observadas respeitam à presença de placa e resíduos nos dentes ou área de suporte das próteses dentárias, alterações na mucosa oral, língua, lábios, gengiva e saliva. As respostas dos enfermeiros resultam da observação, do conhecimento prático individual e são direccionadas para a lavagem e hidratação das estruturas da boca durante a prestação de cuidados de higiene, considerado o momento de maior atenção. Compressas isoladas e colocadas em espátulas constituem o material preferido para efectuar os cuidados à boca. A boca esteve presente em 18 dos registos de Enfermagem consultados, mas estes não espelham nem alterações encontradas nem intervenções executadas. As enfermeiras participantes valorizaram conceptualmente a importância da prestação de cuidados à boca, mas no quotidiano da sua prática, estes cuidados são prestados de forma pouco sistemática e com baixa prioridade, sendo muitas vezes invisíveis nos registos de enfermagem. Ao olharem reflexivamente as suas práticas, as enfermeiras mostraram através do seu discurso, um forte desejo em melhorar a prestação de cuidados à boca, o que pode ser promotor da modificação das suas práticas quotidianas. |
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| Autores principais: | Serrano, Maria Fernanda Miranda Coelho, 1969- |
| Assunto: | Boca Saúde oral Doente terminal Enfermeiros Cuidados paliativos Teses de mestrado - 2010 |
| Ano: | 2010 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | Cuidar a boca de Pessoas com doença avançada, incurável e progressiva é uma intervenção dos enfermeiros, fundamental na promoção da qualidade de vida e da dignidade humana. Os objectivos deste estudo são identificar as principais alterações presentes na boca destes utentes, descrever a forma como os enfermeiros valorizam os cuidados à boca e identificar as suas respostas perante os problemas existentes na boca. Estudo transversal de carácter exploratório e descritivo, com uma amostra não aleatória e de conveniência. Recolha de dados com recurso à observação da boca de 35 utentes hospitalizados com doença avançada, incurável e progressiva, entrevista a 10 enfermeiras que prestam cuidados nesses serviços e consulta de 482 registos de enfermagem, dos utentes participantes no estudo. As principais alterações observadas respeitam à presença de placa e resíduos nos dentes ou área de suporte das próteses dentárias, alterações na mucosa oral, língua, lábios, gengiva e saliva. As respostas dos enfermeiros resultam da observação, do conhecimento prático individual e são direccionadas para a lavagem e hidratação das estruturas da boca durante a prestação de cuidados de higiene, considerado o momento de maior atenção. Compressas isoladas e colocadas em espátulas constituem o material preferido para efectuar os cuidados à boca. A boca esteve presente em 18 dos registos de Enfermagem consultados, mas estes não espelham nem alterações encontradas nem intervenções executadas. As enfermeiras participantes valorizaram conceptualmente a importância da prestação de cuidados à boca, mas no quotidiano da sua prática, estes cuidados são prestados de forma pouco sistemática e com baixa prioridade, sendo muitas vezes invisíveis nos registos de enfermagem. Ao olharem reflexivamente as suas práticas, as enfermeiras mostraram através do seu discurso, um forte desejo em melhorar a prestação de cuidados à boca, o que pode ser promotor da modificação das suas práticas quotidianas. |
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