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A Economia Circular no desenvolvimento da região do algarve: uma proposta de indicadores

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Resumo:Desde a década de sessenta que a discussão sobre o aumento da população urbana e o crescimento da procura no consumo e as suas consequências sobre os recursos naturais e nos metabolismos urbanos das regiões nas últimas décadas têm levantado diversas preocupações a nível ambiental (Carson, 1964). Em 1990, estas preocupações vertem na apresentação do conceito de Economia Circular, um modelo fechado focado na melhoria da inovação, da eficiência e preservação dos recursos, contribuindo para o aumento de criação de emprego e vida útil dos bens (Banaitė, 2016; Prieto-Sandoval, Garcia, & Geonaga, 2016). Em 2015, a Comissão Europeia comprometeu-se em estimular a transição da Europa para uma Economia Circular (Comissão Europeia, 2015). Em Portugal, o primeiro plano para a implementação de medidas associadas, data o ano de 2017 e é nele que se identifica a importância das CCDRs desenvolverem agendas regionais de Economia Circular (Decreto-Lei no 190-A/2017, 2017). O presente trabalho tem como objetivo identificar um conjunto de indicadores a nível regional que permitam a monitorização da implementação dos princípios da Economia Circular na Região do Algarve. Após a apresentação de indicadores e metodologias de monitorização da Economia Circular, segue-se a abordagem ao caso de estudo, centrada no levantamento de indicadores relacionados com o Desenvolvimento Sustentável, com os princípios da Economia Circular, com os domínios da EREI e os setores-chave identificados para a agenda regional da Economia Circular na região, de forma a poder definir-se uma abordagem integrada. Neste levantamento foi possível chegar a algumas conclusões sobre os setores em que tem havido uma evolução mais positiva, tais como o setor turístico, consumo de água, energia e reciclagem. Contudo, atendendo à complexidade do conceito, atualmente ainda não é possível definir um sistema completo de indicadores, visto que existem diversos indicadores indispensáveis que ainda não têm valores disponíveis a esta escala.
Autores principais:Mendes, Ana Beatriz Pereira
Assunto:Economia Circular Monitorização Regional Ordenamento do Território Indicadores
Ano:2019
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:Desde a década de sessenta que a discussão sobre o aumento da população urbana e o crescimento da procura no consumo e as suas consequências sobre os recursos naturais e nos metabolismos urbanos das regiões nas últimas décadas têm levantado diversas preocupações a nível ambiental (Carson, 1964). Em 1990, estas preocupações vertem na apresentação do conceito de Economia Circular, um modelo fechado focado na melhoria da inovação, da eficiência e preservação dos recursos, contribuindo para o aumento de criação de emprego e vida útil dos bens (Banaitė, 2016; Prieto-Sandoval, Garcia, & Geonaga, 2016). Em 2015, a Comissão Europeia comprometeu-se em estimular a transição da Europa para uma Economia Circular (Comissão Europeia, 2015). Em Portugal, o primeiro plano para a implementação de medidas associadas, data o ano de 2017 e é nele que se identifica a importância das CCDRs desenvolverem agendas regionais de Economia Circular (Decreto-Lei no 190-A/2017, 2017). O presente trabalho tem como objetivo identificar um conjunto de indicadores a nível regional que permitam a monitorização da implementação dos princípios da Economia Circular na Região do Algarve. Após a apresentação de indicadores e metodologias de monitorização da Economia Circular, segue-se a abordagem ao caso de estudo, centrada no levantamento de indicadores relacionados com o Desenvolvimento Sustentável, com os princípios da Economia Circular, com os domínios da EREI e os setores-chave identificados para a agenda regional da Economia Circular na região, de forma a poder definir-se uma abordagem integrada. Neste levantamento foi possível chegar a algumas conclusões sobre os setores em que tem havido uma evolução mais positiva, tais como o setor turístico, consumo de água, energia e reciclagem. Contudo, atendendo à complexidade do conceito, atualmente ainda não é possível definir um sistema completo de indicadores, visto que existem diversos indicadores indispensáveis que ainda não têm valores disponíveis a esta escala.