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Upper limb robotic rehabilitation in chronic stroke

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Introdução: acidente vascular cerebral (AVC) é a segunda maior causa de anos de vida ajustados por incapacidade (DALYs). Mesmo após fisioterapia e terapia ocupacional, os défices motores persistem em 55-75% das pessoas, seis meses após AVC (crónico). Nas últimas décadas, com o desenvolvimento tecnológico da nossa sociedade, novos robots foram desenvolvidos para a reabilitação motora. Objetivo: desenvolver uma revisão sistemática que compara o impacto da terapia robótica (TR) contra a terapia convencional (TC), na função motora do membro superior em pessoas com AVC crónico. Métodos: recolhemos 17 ensaios clínicos randomizados (ECT) que aplicavam a TR com recurso a diferentes robots (Bi-Manu-Track, InMotion, ARMin III, UL-EX07, Haptic Master e Amadeo). Calculamos o impacto de cada robot na função motora do membro superior e comparamos a terapia robótica à terapia convencional, baseado no Fugl-Meyer Assessment – Upper Limb (FMA-UL). Resultados: 17 ECT, envolvendo 620 pessoas, foram incluídos na revisão. Os robots mais utilizados foram o Bi-Manu-Track (BMT) e InMotion (IMT). Após a intervenção de TR, ocorreu uma diferença média de 2.66 e 2.42 no FMA-UL, para o BMT e IMT, respetivamente. Apesar do Amadeo ter apenas sido utilizado num estudo, foi o que apresentou melhores resultados quando comparado com TC. Comparando a TR com TC, não houve uma diferença significativa no aumento médio do FMA-UL. No entanto, o Risk Ratio foi de 1.65, mostrando uma tendência para a TR. Conclusão: foi possível determinar que com a adição de terapia robótica ao programa de reabilitação, é possível alcançar ganhos razoáveis na função motora do membro superior de pessoas com AVC crónico, comparáveis aos obtidos com terapia convencional. Então, abre-se a possibilidade de tratar um maior número de pessoas, visto que estes robots não são dependentes do terapeuta. Para além disso, propomos várias ideias a serem implementadas em estudos futuros.
Autores principais:Fernandes, Tiago Miguel Ferreira
Assunto:Inteligência artificial Acidente vascular cerebral Robot Reabilitação motora
Ano:2021
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:Introdução: acidente vascular cerebral (AVC) é a segunda maior causa de anos de vida ajustados por incapacidade (DALYs). Mesmo após fisioterapia e terapia ocupacional, os défices motores persistem em 55-75% das pessoas, seis meses após AVC (crónico). Nas últimas décadas, com o desenvolvimento tecnológico da nossa sociedade, novos robots foram desenvolvidos para a reabilitação motora. Objetivo: desenvolver uma revisão sistemática que compara o impacto da terapia robótica (TR) contra a terapia convencional (TC), na função motora do membro superior em pessoas com AVC crónico. Métodos: recolhemos 17 ensaios clínicos randomizados (ECT) que aplicavam a TR com recurso a diferentes robots (Bi-Manu-Track, InMotion, ARMin III, UL-EX07, Haptic Master e Amadeo). Calculamos o impacto de cada robot na função motora do membro superior e comparamos a terapia robótica à terapia convencional, baseado no Fugl-Meyer Assessment – Upper Limb (FMA-UL). Resultados: 17 ECT, envolvendo 620 pessoas, foram incluídos na revisão. Os robots mais utilizados foram o Bi-Manu-Track (BMT) e InMotion (IMT). Após a intervenção de TR, ocorreu uma diferença média de 2.66 e 2.42 no FMA-UL, para o BMT e IMT, respetivamente. Apesar do Amadeo ter apenas sido utilizado num estudo, foi o que apresentou melhores resultados quando comparado com TC. Comparando a TR com TC, não houve uma diferença significativa no aumento médio do FMA-UL. No entanto, o Risk Ratio foi de 1.65, mostrando uma tendência para a TR. Conclusão: foi possível determinar que com a adição de terapia robótica ao programa de reabilitação, é possível alcançar ganhos razoáveis na função motora do membro superior de pessoas com AVC crónico, comparáveis aos obtidos com terapia convencional. Então, abre-se a possibilidade de tratar um maior número de pessoas, visto que estes robots não são dependentes do terapeuta. Para além disso, propomos várias ideias a serem implementadas em estudos futuros.