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The effects of hydration changes on neuromuscular function in athletes

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Detalhes bibliográficos
Resumo:O impacto da desidratação na função neuromuscular (FNM) tem recebido pouca atenção científica, e o resultado dos estudos são inconsistentes. Além disso, permanecem questões metodológicas quanto à abordagem mais eficaz para avaliar o estado de hidratação em atletas. Esta questão é particularmente relevante para atletas subhidratados, que frequentemente apresentam baixo consumo de água e alterações crónicas nos indicadores mais comumente utilizados para determinar o estado de hidratação. Esta dissertação inclui sete artigos. O primeiro estudo é uma revisão sistemática dos estudos sobre os efeitos da desidratação aguda na FNM em indivíduos saudáveis. A revisão adotou uma abordagem inovadora, examinando diferentes níveis do sistema nervoso (supraspinal, espinal e periférico) e a função contrátil. Os resultados revelam uma considerável variabilidade nos métodos para induzir a desidratação, na duração dos estudos, nos testes de FNM e nas características dos participantes. Consequentemente, o segundo estudo fornece uma descrição detalhada do projeto "H2OAthletes", que visa compreender os efeitos das alterações do estado de hidratação na FNM em atletas. O objetivo de publicar este protocolo é apoiar a obtenção de conclusões robustas dos estudos relacionados com este projeto, minimizar o viés de publicação e melhorar a reprodutibilidade. A revisão sistemática também destacou que as inconsistências entre os estudos podem, em parte, ser atribuídas ao facto de que os efeitos da desidratação são frequentemente exacerbados pela fadiga induzida pelo exercício ou pela exposição ao calor. Além disso, há uma necessidade de uma representação mais adequada da população atlética, particularmente das mulheres, e de métodos mais robustos de avaliação da hidratação em estudos desta natureza. Neste sentido, o terceiro estudo teve como objetivo investigar os efeitos de desidratação com corrida a 80-90% do primeiro limiar ventilatório (VT1), combinada com exposição controlada ao calor, em atletas de ambos os sexos. A desidratação foi avaliada pela perda de massa corporal (PMC), parâmetros salivares e séricos. A desidratação não afetou os músculos não recrutados pelo protocolo de desidratação, mas reduziu a força máxima nos membros X inferiores em ambos os sexos. Embora tenha alterado a ativação muscular rápida, a diminuição na produção de força rápida está provavelmente relacionada com a redução da força máxima. A desidratação também afetou a resistência à fadiga, com adaptações específicas da função neuromuscular. O quarto estudo explorou a água corporal total (ACT), água intracelular (AIC) e água extracelular (AEC) utilizando técnicas de diluição, bem como o estado de hidratação medido pela gravidade específica da urina (GEU) e hidratação da massa livre de gordura em atletas subhidratados e euhidratados. Verificou-se que não havia diferenças significativas entre os compartimentos hídricos. No entanto, a GEU foi significativamente mais elevada em atletas com menor ingestão de água. Estes resultados sugerem que os atletas subhidratados podem manter o equilíbrio hídrico, mas potencialmente comprometem a saúde renal. Além disso, os resultados sugerem imprecisões nos indicadores urinários para avaliar a hidratação. Este estudo sublinha a necessidade de uma investigação mais aprofundada sobre a abordagem ideal para avaliar o estado de hidratação em atletas. Neste contexto, o quinto estudo analisou biomarcadores pré e pós-desidratação, incluindo osmolalidade salivar, sérica e urinária, GEU, cor da urina, arginina vasopressina e sódio sérico, bem como a sensação de sede em atletas subhidratados, usando a PMC como referência. Constatou-se que a osmolalidade salivar, sérica e o sódio sérico são métodos eficazes para avaliar a desidratação em atletas. Finalmente, a necessidade contínua de métodos não invasivos, precisos e rentáveis para avaliar o estado de hidratação em tempo real é amplamente reconhecida. Os estudos 6 (transversal) e 7 (longitudinal) compararam o papel preditivo dos parâmetros brutos da análise de impedância bioelétrica (BIA) em série e em paralelo para prever a ACT, AIC e AEC. Ambos os estudos destacam o uso da reatância e capacitância em paralelo como uma alternativa às medições convencionais em série, identificando-os como indicadores válidos do volume celular. Em suma, esta dissertação contribui substancialmente para a compreensão dos efeitos das alterações do estado de hidratação na FNM e clarifica as abordagens para avaliar o estado de hidratação em atletas .
Autores principais:Francisco, Ruben Samuel Cordeiro
Assunto:Atletas Desidratação Estado de hidratação Subhidratação Produção de força Athletes Dehydration Force production Hydration Status Underhydration
Ano:2024
País:Portugal
Tipo de documento:tese de doutoramento
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:inglês
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:O impacto da desidratação na função neuromuscular (FNM) tem recebido pouca atenção científica, e o resultado dos estudos são inconsistentes. Além disso, permanecem questões metodológicas quanto à abordagem mais eficaz para avaliar o estado de hidratação em atletas. Esta questão é particularmente relevante para atletas subhidratados, que frequentemente apresentam baixo consumo de água e alterações crónicas nos indicadores mais comumente utilizados para determinar o estado de hidratação. Esta dissertação inclui sete artigos. O primeiro estudo é uma revisão sistemática dos estudos sobre os efeitos da desidratação aguda na FNM em indivíduos saudáveis. A revisão adotou uma abordagem inovadora, examinando diferentes níveis do sistema nervoso (supraspinal, espinal e periférico) e a função contrátil. Os resultados revelam uma considerável variabilidade nos métodos para induzir a desidratação, na duração dos estudos, nos testes de FNM e nas características dos participantes. Consequentemente, o segundo estudo fornece uma descrição detalhada do projeto "H2OAthletes", que visa compreender os efeitos das alterações do estado de hidratação na FNM em atletas. O objetivo de publicar este protocolo é apoiar a obtenção de conclusões robustas dos estudos relacionados com este projeto, minimizar o viés de publicação e melhorar a reprodutibilidade. A revisão sistemática também destacou que as inconsistências entre os estudos podem, em parte, ser atribuídas ao facto de que os efeitos da desidratação são frequentemente exacerbados pela fadiga induzida pelo exercício ou pela exposição ao calor. Além disso, há uma necessidade de uma representação mais adequada da população atlética, particularmente das mulheres, e de métodos mais robustos de avaliação da hidratação em estudos desta natureza. Neste sentido, o terceiro estudo teve como objetivo investigar os efeitos de desidratação com corrida a 80-90% do primeiro limiar ventilatório (VT1), combinada com exposição controlada ao calor, em atletas de ambos os sexos. A desidratação foi avaliada pela perda de massa corporal (PMC), parâmetros salivares e séricos. A desidratação não afetou os músculos não recrutados pelo protocolo de desidratação, mas reduziu a força máxima nos membros X inferiores em ambos os sexos. Embora tenha alterado a ativação muscular rápida, a diminuição na produção de força rápida está provavelmente relacionada com a redução da força máxima. A desidratação também afetou a resistência à fadiga, com adaptações específicas da função neuromuscular. O quarto estudo explorou a água corporal total (ACT), água intracelular (AIC) e água extracelular (AEC) utilizando técnicas de diluição, bem como o estado de hidratação medido pela gravidade específica da urina (GEU) e hidratação da massa livre de gordura em atletas subhidratados e euhidratados. Verificou-se que não havia diferenças significativas entre os compartimentos hídricos. No entanto, a GEU foi significativamente mais elevada em atletas com menor ingestão de água. Estes resultados sugerem que os atletas subhidratados podem manter o equilíbrio hídrico, mas potencialmente comprometem a saúde renal. Além disso, os resultados sugerem imprecisões nos indicadores urinários para avaliar a hidratação. Este estudo sublinha a necessidade de uma investigação mais aprofundada sobre a abordagem ideal para avaliar o estado de hidratação em atletas. Neste contexto, o quinto estudo analisou biomarcadores pré e pós-desidratação, incluindo osmolalidade salivar, sérica e urinária, GEU, cor da urina, arginina vasopressina e sódio sérico, bem como a sensação de sede em atletas subhidratados, usando a PMC como referência. Constatou-se que a osmolalidade salivar, sérica e o sódio sérico são métodos eficazes para avaliar a desidratação em atletas. Finalmente, a necessidade contínua de métodos não invasivos, precisos e rentáveis para avaliar o estado de hidratação em tempo real é amplamente reconhecida. Os estudos 6 (transversal) e 7 (longitudinal) compararam o papel preditivo dos parâmetros brutos da análise de impedância bioelétrica (BIA) em série e em paralelo para prever a ACT, AIC e AEC. Ambos os estudos destacam o uso da reatância e capacitância em paralelo como uma alternativa às medições convencionais em série, identificando-os como indicadores válidos do volume celular. Em suma, esta dissertação contribui substancialmente para a compreensão dos efeitos das alterações do estado de hidratação na FNM e clarifica as abordagens para avaliar o estado de hidratação em atletas .