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A cultura do tomate em estufa. Avaliação das condições climáticas em dois tipos de estufa e sua influência na produtividade e nos custos de produção do tomate na região do Oeste

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Resumo:O presente relatório foi elaborado na empresa Vítor Santos e Fátima Santos ACE localizada em Torres Vedras, na região do Oeste, onde foram avaliadas as condições climáticas em dois tipos de estufa, uma de arco abatido e a outra de arco gótico, e a sua influência na produtividade e nos custos de produção. Trata-se de uma cultura de tomate “Bigram” para cacho enxertado em Emperador, na campanha de Outono/Inverno no ano de 2015. A base comparativa deste estudo prendeu-se com os factores humidade, temperatura e radiação. Em relação aos custos, foram avaliados o custo da estrutura, mão-de-obra, água, fitofármacos, adubos, polinizadores, energia e telecomunicações, manutenções e avarias, ensombramento e plantas. A estufa de arco gótico possui dimensões superiores à estufa de arco abatido, logo uma maior massa de ar. Esta característica permite que o arejamento seja mais eficiente e apresente um maior poder tampão/resistência face às variações de temperatura. Para além desta característica, possui ainda malha térmica/ensombramento, ventiladores e tecto duplo, tecnologias que podem contribuir de forma positiva para a produtividade do tomate. Foi registada uma produtividade de 11,36 kg/m2 na estufa de arco abatido e de 13,03 kg/m2 na estufa de arco gótico. Devido ao maior nível de tecnologia empregada na estufa de arco gótico, esta apresenta um custo anual por metro quadrado 1,06 € superior á estufa de arco abatido. Contudo e analisando apenas a campanha de Outono/Inverno, o custo por quilograma de tomate produzido na estufa de arco gótico foi cerca de 0,015 € inferior ao da estufa de arco abatido. Assim, apesar de o custo absoluto da estufa de arco gótico ser superior, devido às melhores características apresenta um menor custo por quilograma de tomate
Autores principais:Ferreira, Valter Sousa
Assunto:tomate lycopersicon esculentum estufa arco abatido estufa arco gótico produtividade custos
Ano:2017
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:O presente relatório foi elaborado na empresa Vítor Santos e Fátima Santos ACE localizada em Torres Vedras, na região do Oeste, onde foram avaliadas as condições climáticas em dois tipos de estufa, uma de arco abatido e a outra de arco gótico, e a sua influência na produtividade e nos custos de produção. Trata-se de uma cultura de tomate “Bigram” para cacho enxertado em Emperador, na campanha de Outono/Inverno no ano de 2015. A base comparativa deste estudo prendeu-se com os factores humidade, temperatura e radiação. Em relação aos custos, foram avaliados o custo da estrutura, mão-de-obra, água, fitofármacos, adubos, polinizadores, energia e telecomunicações, manutenções e avarias, ensombramento e plantas. A estufa de arco gótico possui dimensões superiores à estufa de arco abatido, logo uma maior massa de ar. Esta característica permite que o arejamento seja mais eficiente e apresente um maior poder tampão/resistência face às variações de temperatura. Para além desta característica, possui ainda malha térmica/ensombramento, ventiladores e tecto duplo, tecnologias que podem contribuir de forma positiva para a produtividade do tomate. Foi registada uma produtividade de 11,36 kg/m2 na estufa de arco abatido e de 13,03 kg/m2 na estufa de arco gótico. Devido ao maior nível de tecnologia empregada na estufa de arco gótico, esta apresenta um custo anual por metro quadrado 1,06 € superior á estufa de arco abatido. Contudo e analisando apenas a campanha de Outono/Inverno, o custo por quilograma de tomate produzido na estufa de arco gótico foi cerca de 0,015 € inferior ao da estufa de arco abatido. Assim, apesar de o custo absoluto da estufa de arco gótico ser superior, devido às melhores características apresenta um menor custo por quilograma de tomate