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A experiência da solidão na adolescência e o autoconceito

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Detalhes bibliográficos
Resumo:A presente investigação teve como objetivos geral, estudar a relação entre a experiência de solidão vivida na relação com os pais, com o grupo de pares e com o parceiro romântico, e ainda o significado que o adolescente atribui à capacidade de estar só (afinidade ou aversão à solitude), associada ao seu autoconceito. O estudo contou com a participação de 120 adolescentes (32 rapazes e 88 raparigas) com idades compreendidas entre os 14 e 18 anos. A estes foram aplicados o Questionário de Avaliação da Solidão (Bastos, 2005) e o Self- Perception Profile for Adolescents (Harter, 1988), adaptada à população portuguesa por Peixoto, Alves-Martins, Mata e Monteiro (1996). No que concerne às variáveis demográficas Sexo e Idade, foram encontradas diferenças significativas, o que realça o papel das diferenças individuais na experiência da solidão e perceção do autoconceito na adolescência. Mais ainda, foram observadas correlações negativas e significativas entre a maioria das subescalas dos instrumentos, sugerindo que quanto mais elevados são os níveis de solidão experienciados pelos jovens, menor é a valorização do seu autoconceito. Consideram-se pertinentes os resultados encontrados, não excluindo a importância de serem aprofundados e explorados em estudos futuros.
Autores principais:Valadas, Ana Marta de Sousa
Assunto:Adolescentes - Psicologia Solidão Percepção de si Relação com os pais Teses de mestrado - 2014
Ano:2014
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:A presente investigação teve como objetivos geral, estudar a relação entre a experiência de solidão vivida na relação com os pais, com o grupo de pares e com o parceiro romântico, e ainda o significado que o adolescente atribui à capacidade de estar só (afinidade ou aversão à solitude), associada ao seu autoconceito. O estudo contou com a participação de 120 adolescentes (32 rapazes e 88 raparigas) com idades compreendidas entre os 14 e 18 anos. A estes foram aplicados o Questionário de Avaliação da Solidão (Bastos, 2005) e o Self- Perception Profile for Adolescents (Harter, 1988), adaptada à população portuguesa por Peixoto, Alves-Martins, Mata e Monteiro (1996). No que concerne às variáveis demográficas Sexo e Idade, foram encontradas diferenças significativas, o que realça o papel das diferenças individuais na experiência da solidão e perceção do autoconceito na adolescência. Mais ainda, foram observadas correlações negativas e significativas entre a maioria das subescalas dos instrumentos, sugerindo que quanto mais elevados são os níveis de solidão experienciados pelos jovens, menor é a valorização do seu autoconceito. Consideram-se pertinentes os resultados encontrados, não excluindo a importância de serem aprofundados e explorados em estudos futuros.