Publicação

Racional terapêutico na escolha de antidepressivos: como optimizar a relação benefício-risco?

Ver documento

Detalhes bibliográficos
Resumo:Com a prevalência de patologias do foro psicológico a crescer exponencialmente nas ultimas décadas, uma abordagem mais eficaz à saúde mental tem-se tornado essencial. Os transtornos depressivos são atualmente a maior causa de perda de saúde não fatal. Uma grande parte da população que sofre de distúrbios mentais não tem acesso a cuidados de saúde adequados. Da percentagem de população que tem acesso a terapêutica farmacológica, cerca de um terço é resistente à mesma, e apenas cerca de metade adere à terapêutica. A evolução na área terapêutica da psiquiatria trouxe alguma inovação, e principalmente progresso na relação benefício-risco dos fármacos. Ainda assim, esta encontra-se aquém das necessidades atuais da população que sofre de doenças mentais. Uma grande parte dos doentes tratados com antidepressivos sofre efeitos adversos gastrointestinais, sexuais, neurológicos, alterações no peso e no sono. Muitos destes efeitos são comuns, tendo um forte impacto sobre a qualidade de vida dos doentes. Também a eficácia dos mesmos é limitada, sendo estimado que apenas 50% dos doentes respondam ao tratamento inicial. Torna-se assim urgente não só o desenvolvimento e comercialização de novas opções terapêuticas, como também a otimização da utilização do arsenal terapêutico disponível. A presente monografia procura responder à questão: “Como otimizar a relação benefício-risco de antidepressivos?” abordando o estado da arte da terapêutica antidepressiva, e com base numa revisão de recomendações atuais de associações prestigiadas e publicações recentes. Com um foco na individualização da terapêutica, são reunidas as diferentes estratégias terapêuticas para o tratamento da depressão consoante as especificidades de cada população, nomeadamente para adultos, crianças, adolescentes, mulheres no período peri- e pós-natal, na menopausa, e em populações idosas. A pesquisa realizada tornou ainda evidente a utilidade da testagem farmacogenética para polimorfismos nos citocromos CYP2D6 e CYP2C19 como forma de detetar metabolizadores rápidos ou lentos de antidepressivos, permitindo melhorar os benefícios e reduzir riscos. Por fim, o papel do farmacêutico e dos serviços farmacêuticos prestados à população são colocados em destaque devido à sua importância na deteção de problemas relacionados com os fármacos, otimização da eficácia e aumento da adesão à terapêutica.
Autores principais:Neves, Margarida Paulino
Assunto:Antidepressants Depression Benefit-risk Safety Efficacy Mestrado integrado - 2021
Ano:2021
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:inglês
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:Com a prevalência de patologias do foro psicológico a crescer exponencialmente nas ultimas décadas, uma abordagem mais eficaz à saúde mental tem-se tornado essencial. Os transtornos depressivos são atualmente a maior causa de perda de saúde não fatal. Uma grande parte da população que sofre de distúrbios mentais não tem acesso a cuidados de saúde adequados. Da percentagem de população que tem acesso a terapêutica farmacológica, cerca de um terço é resistente à mesma, e apenas cerca de metade adere à terapêutica. A evolução na área terapêutica da psiquiatria trouxe alguma inovação, e principalmente progresso na relação benefício-risco dos fármacos. Ainda assim, esta encontra-se aquém das necessidades atuais da população que sofre de doenças mentais. Uma grande parte dos doentes tratados com antidepressivos sofre efeitos adversos gastrointestinais, sexuais, neurológicos, alterações no peso e no sono. Muitos destes efeitos são comuns, tendo um forte impacto sobre a qualidade de vida dos doentes. Também a eficácia dos mesmos é limitada, sendo estimado que apenas 50% dos doentes respondam ao tratamento inicial. Torna-se assim urgente não só o desenvolvimento e comercialização de novas opções terapêuticas, como também a otimização da utilização do arsenal terapêutico disponível. A presente monografia procura responder à questão: “Como otimizar a relação benefício-risco de antidepressivos?” abordando o estado da arte da terapêutica antidepressiva, e com base numa revisão de recomendações atuais de associações prestigiadas e publicações recentes. Com um foco na individualização da terapêutica, são reunidas as diferentes estratégias terapêuticas para o tratamento da depressão consoante as especificidades de cada população, nomeadamente para adultos, crianças, adolescentes, mulheres no período peri- e pós-natal, na menopausa, e em populações idosas. A pesquisa realizada tornou ainda evidente a utilidade da testagem farmacogenética para polimorfismos nos citocromos CYP2D6 e CYP2C19 como forma de detetar metabolizadores rápidos ou lentos de antidepressivos, permitindo melhorar os benefícios e reduzir riscos. Por fim, o papel do farmacêutico e dos serviços farmacêuticos prestados à população são colocados em destaque devido à sua importância na deteção de problemas relacionados com os fármacos, otimização da eficácia e aumento da adesão à terapêutica.