Publicação
Diagnóstico pré-natal e rastreio genético da drepanocitose
| Resumo: | As hemoglobinopatias são o grupo de doenças monogénicas que mais afeta a população mundial, tendo a drepanocitose um lugar de destaque por ser uma das mais disseminadas. Esta doença resulta de uma mutação missense em que há troca de uma adenina (A) por uma timina (T), no codão 6 do gene HBB, que codifica para a β-globina. Em homozigóticos a hemoglobina S é predominante, tendo esta características hidrofóbicas no seu estado desoxigenado. O volume ocupado pela reação de polimerização que ocorre entre as cadeias β1 e β2 de duas cadeias de globina provoca a alteração da forma do eritrócito, que adquire o formato de uma foice. A drepanocitose é uma doença cujas manifestações clínicas tendem a agravar-se com a idade, sendo os principais eventos que definem a sua fisiopatologia a anemia hemolítica e a oclusão dos vasos sanguíneos pelos drepanócitos. O diagnóstico da drepanocitose é uma ferramenta essencial no combate à prevenção de sequelas graves resultantes da doença, sendo este essencialmente laboratorial. O elevado número de recém-nascidos que todos os anos nascem afetados por esta e por outras hemoglobinopatias justificou a criação de programas de rastreio pré-natal, cujos principais objetivos são a implementação de medidas preventivas e a educação dos membros da família. O diagnóstico pré-natal da drepanocitose utiliza principalmente métodos que têm como base a reação de polimerase em cadeia (PCR), sendo os métodos de eleição a sequenciação de DNA, a digestão do DNA com enzimas de restrição e a aplicação da tecnologia de ARMS (amplification refractory mutation system). Em Portugal encontra-se implementado desde 1986 o Programa Nacional de Controlo de Hemoglobinopatias, responsável pela deteção de portadores de hemoglobinopatias, englobando todas as mulheres em idade reprodutiva, no sentido de diminuir a incidência destas doenças no nosso país. Para o tratamento desta doença recorre-se principalmente à hidroxiureia, a transfusões sanguíneas e, quando possível, ao transplante de células estaminais. |
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| Autores principais: | Silva, Sofia Cidade Ciríaco Monteiro da |
| Assunto: | Drepanocitose Anemia Genético Diagnóstico Pré-natal Teses de mestrado - 2021 |
| Ano: | 2021 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | As hemoglobinopatias são o grupo de doenças monogénicas que mais afeta a população mundial, tendo a drepanocitose um lugar de destaque por ser uma das mais disseminadas. Esta doença resulta de uma mutação missense em que há troca de uma adenina (A) por uma timina (T), no codão 6 do gene HBB, que codifica para a β-globina. Em homozigóticos a hemoglobina S é predominante, tendo esta características hidrofóbicas no seu estado desoxigenado. O volume ocupado pela reação de polimerização que ocorre entre as cadeias β1 e β2 de duas cadeias de globina provoca a alteração da forma do eritrócito, que adquire o formato de uma foice. A drepanocitose é uma doença cujas manifestações clínicas tendem a agravar-se com a idade, sendo os principais eventos que definem a sua fisiopatologia a anemia hemolítica e a oclusão dos vasos sanguíneos pelos drepanócitos. O diagnóstico da drepanocitose é uma ferramenta essencial no combate à prevenção de sequelas graves resultantes da doença, sendo este essencialmente laboratorial. O elevado número de recém-nascidos que todos os anos nascem afetados por esta e por outras hemoglobinopatias justificou a criação de programas de rastreio pré-natal, cujos principais objetivos são a implementação de medidas preventivas e a educação dos membros da família. O diagnóstico pré-natal da drepanocitose utiliza principalmente métodos que têm como base a reação de polimerase em cadeia (PCR), sendo os métodos de eleição a sequenciação de DNA, a digestão do DNA com enzimas de restrição e a aplicação da tecnologia de ARMS (amplification refractory mutation system). Em Portugal encontra-se implementado desde 1986 o Programa Nacional de Controlo de Hemoglobinopatias, responsável pela deteção de portadores de hemoglobinopatias, englobando todas as mulheres em idade reprodutiva, no sentido de diminuir a incidência destas doenças no nosso país. Para o tratamento desta doença recorre-se principalmente à hidroxiureia, a transfusões sanguíneas e, quando possível, ao transplante de células estaminais. |
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