Publicação
Influência dos polimorfismos genéticos em doentes com cancro do pulmão submetidos a quimioterapia com fármacos de platina: Papel de genes de reparação do DNA de vias NER e BER
| Resumo: | A quimioterapia com fármacos de platina é a primeira linha de tratamento para a maior parte dos doentes com cancro do pulmão. Os fármacos de platina atuam formando ligações cruzadas (cross-links) com o DNA que inibem a replicação e induzem a apoptose. Contudo, muitos doentes desenvolvem resistência aos fármacos de platina e um dos mecanismos propostos consiste no aumento da atividade das proteínas de reparação do DNA. Os polimorfismos genéticos nas vias de reparação do DNA podem ser biomarcadores preditivos da resposta à quimioterapia e do prognóstico por alterarem a eficácia e a expressão das proteínas de reparação. A presente monografia pretende rever o papel de alguns dos polimorfismos mais investigados das vias de reparação NER e BER na resposta terapêutica, prognóstico e na toxicidade em doentes com cancro do pulmão submetidos a quimioterapia com fármacos de platina. Nomeadamente, oito polimorfismos nos genes ERCC1, ERCC2, ERCC5 da via NER e no gene XRCC1 da via BER. Com base em estudos recentes, verifica-se que os polimorfismos em análise têm efeitos significativos nos resultados clínicos de doentes NSCLC, em especial os polimorfismos Asn118Asn e C8092A do gene ERCC1, que foram associados a um efeito desfavorável na resposta e prognóstico. Também os polimorfismos no gene XRCC1, Arg194Trp e Arg399Gln têm sido associados a uma resposta e prognóstico mais favoráveis. Porém, existem resultados contraditórios entre os diversos estudos, sendo que os efeitos dos polimorfismos parecem ser dependentes da origem étnica. Por isso, os resultados encontrados requerem validação antes de serem transpostos para a prática clínica. É necessário continuar a investigar biomarcadores genéticos em estudos mais uniformes e com amostras de maior dimensão. A farmacogenómica é essencial no desenvolvimento da quimioterapia personalizada do cancro para melhorar a utilização dos fármacos e atingir melhores resultados clínicos. |
|---|---|
| Autores principais: | Mendes, Sara Cristina Costa |
| Assunto: | Polimorfismos genéticos Cancro Pulmão Quimioterapia Platina Mestrado Integrado - 2017 |
| Ano: | 2017 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | A quimioterapia com fármacos de platina é a primeira linha de tratamento para a maior parte dos doentes com cancro do pulmão. Os fármacos de platina atuam formando ligações cruzadas (cross-links) com o DNA que inibem a replicação e induzem a apoptose. Contudo, muitos doentes desenvolvem resistência aos fármacos de platina e um dos mecanismos propostos consiste no aumento da atividade das proteínas de reparação do DNA. Os polimorfismos genéticos nas vias de reparação do DNA podem ser biomarcadores preditivos da resposta à quimioterapia e do prognóstico por alterarem a eficácia e a expressão das proteínas de reparação. A presente monografia pretende rever o papel de alguns dos polimorfismos mais investigados das vias de reparação NER e BER na resposta terapêutica, prognóstico e na toxicidade em doentes com cancro do pulmão submetidos a quimioterapia com fármacos de platina. Nomeadamente, oito polimorfismos nos genes ERCC1, ERCC2, ERCC5 da via NER e no gene XRCC1 da via BER. Com base em estudos recentes, verifica-se que os polimorfismos em análise têm efeitos significativos nos resultados clínicos de doentes NSCLC, em especial os polimorfismos Asn118Asn e C8092A do gene ERCC1, que foram associados a um efeito desfavorável na resposta e prognóstico. Também os polimorfismos no gene XRCC1, Arg194Trp e Arg399Gln têm sido associados a uma resposta e prognóstico mais favoráveis. Porém, existem resultados contraditórios entre os diversos estudos, sendo que os efeitos dos polimorfismos parecem ser dependentes da origem étnica. Por isso, os resultados encontrados requerem validação antes de serem transpostos para a prática clínica. É necessário continuar a investigar biomarcadores genéticos em estudos mais uniformes e com amostras de maior dimensão. A farmacogenómica é essencial no desenvolvimento da quimioterapia personalizada do cancro para melhorar a utilização dos fármacos e atingir melhores resultados clínicos. |
|---|