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O papel da genética na investigação forense

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Resumo:O presente trabalho intitulado “O papel da genética na investigação forense” é parte integrante do último semestre do Mestrado em Análises Clínicas, da Faculdade de Farmácia da Universidade de Lisboa, encontrando-se dividido em duas partes (relatório de estágio e monografia). A primeira parte refere-se ao estágio laboratorial, que integra o plano curricular do Mestrado de Análises Clínicas com duração de cerca de 750 horas. O estágio foi realizado no Laboratório Lumilabo S.A., sediado na Avenida Columbano Bordalo Pinheiro, Lisboa. Neste período de estágio tive a oportunidade de acompanhar as diferentes etapas e valências do laboratório: Fase pré-analítica (100 horas), Bioquímica Clínica (140 horas), Hematologia (100 horas), Imunologia (185 horas) e Microbiologia (225 horas). A segunda parte diz respeito a uma revisão bibliográfica do tema “O papel da genética na investigação forense”, onde é feita uma integração da genética no campo da área forense e as suas aplicações no ramo. Este tema surgiu pelo meu interesse pelas ciências forenses e a oportunidade de aprofundar os meus conhecimentos na área da genética forense. A ciência forense é um elemento integrante do sistema de justiça e tem como objetivo a análise e investigação de amostras provenientes da cena do crime com o propósito de desenvolver conclusões objetivas que possam auxiliar na investigação e, consequentemente, no julgamento dos autores do crime ou, por outro lado, na absolvição de uma pessoa inocente considerada suspeita. Cada indivíduo tem um perfil de DNA único, por isso a identificação humana tem por base o desenvolvimento de um perfil de DNA de um determinado indivíduo, o denominado DNA typing, que depois será comparado com outros perfis arquivados em base de dados ou obtidos através de amostras recolhidas no local do crime. Para obtenção deste perfil de DNA, a amostra é submetida a um conjunto seriado de procedimentos: colheita, armazenamento e caracterização da amostra; extração do DNA; quantificação do DNA; amplificação do DNA; separação e deteção do DNA e, por fim, uma interpretação do perfil genotípico. Inúmeros avanços têm sido feitos no que diz respeito à sensibilidade dos métodos e rapidez de análise, parâmetros muito importantes na área forense. Ao invés de serem requeridas grandes quantidades de sangue com DNA bem preservado, pequenas quantidades de uma amostra podem produzir um perfil de DNA credível.
Autores principais:Penedo, Patrícia Alexandra dos Santos
Assunto:Ciência forense Genética molecular DNA typing Análise comparativa e base de dados Teses de mestrado - 2023
Ano:2023
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:O presente trabalho intitulado “O papel da genética na investigação forense” é parte integrante do último semestre do Mestrado em Análises Clínicas, da Faculdade de Farmácia da Universidade de Lisboa, encontrando-se dividido em duas partes (relatório de estágio e monografia). A primeira parte refere-se ao estágio laboratorial, que integra o plano curricular do Mestrado de Análises Clínicas com duração de cerca de 750 horas. O estágio foi realizado no Laboratório Lumilabo S.A., sediado na Avenida Columbano Bordalo Pinheiro, Lisboa. Neste período de estágio tive a oportunidade de acompanhar as diferentes etapas e valências do laboratório: Fase pré-analítica (100 horas), Bioquímica Clínica (140 horas), Hematologia (100 horas), Imunologia (185 horas) e Microbiologia (225 horas). A segunda parte diz respeito a uma revisão bibliográfica do tema “O papel da genética na investigação forense”, onde é feita uma integração da genética no campo da área forense e as suas aplicações no ramo. Este tema surgiu pelo meu interesse pelas ciências forenses e a oportunidade de aprofundar os meus conhecimentos na área da genética forense. A ciência forense é um elemento integrante do sistema de justiça e tem como objetivo a análise e investigação de amostras provenientes da cena do crime com o propósito de desenvolver conclusões objetivas que possam auxiliar na investigação e, consequentemente, no julgamento dos autores do crime ou, por outro lado, na absolvição de uma pessoa inocente considerada suspeita. Cada indivíduo tem um perfil de DNA único, por isso a identificação humana tem por base o desenvolvimento de um perfil de DNA de um determinado indivíduo, o denominado DNA typing, que depois será comparado com outros perfis arquivados em base de dados ou obtidos através de amostras recolhidas no local do crime. Para obtenção deste perfil de DNA, a amostra é submetida a um conjunto seriado de procedimentos: colheita, armazenamento e caracterização da amostra; extração do DNA; quantificação do DNA; amplificação do DNA; separação e deteção do DNA e, por fim, uma interpretação do perfil genotípico. Inúmeros avanços têm sido feitos no que diz respeito à sensibilidade dos métodos e rapidez de análise, parâmetros muito importantes na área forense. Ao invés de serem requeridas grandes quantidades de sangue com DNA bem preservado, pequenas quantidades de uma amostra podem produzir um perfil de DNA credível.