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Efeito de uma alimentação rica em pescado numa abordagem nutricosmética

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Resumo:A nutricosmética está a ganhar um enorme reconhecimento na comunidade científica, sendo a responsável pela promoção dos benefícios associados a alimentos que promovem a saúde e a aparência da pele, unhas e cabelo. O consumo de uma alimentação rica em pescado, graças aos seus compostos bioativos como os ácidos gordos polinsaturados n-3 (PUFA n-3), pode ter benefícios numa aplicação nutricosmética. O ácido docosahexaenóico (DHA) apresenta diversos benefícios ao nível da saúde cutânea e não só, podendo encontrar-se envolvido na prevenção de doenças como a Doença de Alzheimer (DA). A DA pode apresentar impacte ao nível de condições cutâneas, como propensão ao desenvolvimento de psoríase e processos inflamatórios. Este estudo pretendeu explorar os benefícios nutricosméticos associados a uma alimentação suplementada, analisando o impacte de rações específicas com o perfil lipídico e mineral no tecido cutâneo e pelo de murganhos transgénicos suscetíveis a DA (5XFAD (B6SJL)/Tg6799). O desenho experimental contou com 32 animais, divididos em quatro grupos diferenciados pelas rações: Controlo (C), Cavala (CV), Quinoa (Q), Cavala + Quinoa (CVQ). O perfil lipídico foi caracterizado em termos de determinação de classes de lípidos e perfil de ácidos gordos, e foi quantificado o zinco, o ferro e o magnésio. A classe de lípidos predominante foram os TAG e apenas os PL apresentaram diferenças significativas entre os grupos em estudo. A cavala reduziu os ácidos gordos polinsaturados n-6 (PUFA n-6) e, subsequentemente, aumentou os PUFA n-3 e também os SFA. O aumento de PUFA n-3 foi impulsionado especialmente pelo DHA, cujo teor se destacou no grupo CVQ. Nos minerais, o grupo Q demonstrou influência no aumento da absorção de ferro e os restantes minerais não apresentaram diferenças significativas entre grupos. Assim, os resultados sugerem que a cavala favoreceu a incorporação de DHA no tecido cutâneo, enquanto a quinoa contribuiu para o aumento de ferro.
Autores principais:Magalhães, Nádia Tomé Leite de
Assunto:Saúde Cutânea Nutricosmética DHA Minerais Doença de Alzheimer Teses de mestrado - 2024
Ano:2024
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso embargado
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:A nutricosmética está a ganhar um enorme reconhecimento na comunidade científica, sendo a responsável pela promoção dos benefícios associados a alimentos que promovem a saúde e a aparência da pele, unhas e cabelo. O consumo de uma alimentação rica em pescado, graças aos seus compostos bioativos como os ácidos gordos polinsaturados n-3 (PUFA n-3), pode ter benefícios numa aplicação nutricosmética. O ácido docosahexaenóico (DHA) apresenta diversos benefícios ao nível da saúde cutânea e não só, podendo encontrar-se envolvido na prevenção de doenças como a Doença de Alzheimer (DA). A DA pode apresentar impacte ao nível de condições cutâneas, como propensão ao desenvolvimento de psoríase e processos inflamatórios. Este estudo pretendeu explorar os benefícios nutricosméticos associados a uma alimentação suplementada, analisando o impacte de rações específicas com o perfil lipídico e mineral no tecido cutâneo e pelo de murganhos transgénicos suscetíveis a DA (5XFAD (B6SJL)/Tg6799). O desenho experimental contou com 32 animais, divididos em quatro grupos diferenciados pelas rações: Controlo (C), Cavala (CV), Quinoa (Q), Cavala + Quinoa (CVQ). O perfil lipídico foi caracterizado em termos de determinação de classes de lípidos e perfil de ácidos gordos, e foi quantificado o zinco, o ferro e o magnésio. A classe de lípidos predominante foram os TAG e apenas os PL apresentaram diferenças significativas entre os grupos em estudo. A cavala reduziu os ácidos gordos polinsaturados n-6 (PUFA n-6) e, subsequentemente, aumentou os PUFA n-3 e também os SFA. O aumento de PUFA n-3 foi impulsionado especialmente pelo DHA, cujo teor se destacou no grupo CVQ. Nos minerais, o grupo Q demonstrou influência no aumento da absorção de ferro e os restantes minerais não apresentaram diferenças significativas entre grupos. Assim, os resultados sugerem que a cavala favoreceu a incorporação de DHA no tecido cutâneo, enquanto a quinoa contribuiu para o aumento de ferro.