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Exposição à música nas orquestras : consequências na audição e prevenção

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Desde a década de 60 que têm vindo a ser investigadas as consequências da exposição à música em orquestras profissionais. Neste grupo em particular, há evidência de que os músicos estão frequentemente expostos a níveis sonoros superiores aos estipulados para outras profissões em contacto com o ruído. Embora seja globalmente reconhecido o maior risco de um trabalhador industrial para desenvolver perda auditiva, tem-se verificado que os músicos também podem sofrer de perda auditiva induzida por ruído e de outros sintomas auditivos, como zumbidos e hiperacúsia. Apesar da existência de algumas diretrizes relativas a este assunto, a falta de estudos comparativos torna difícil prever se as normas relacionadas com o ruído industrial podem ser aplicadas a outras profissões, nomeadamente aos músicos de orquestra, uma vez que se considera que na música, apesar da existência de exposição a níveis de pressão sonora elevados, estes não são predominantes, existindo também uma grande exposição a baixos níveis de pressão, consideradas menos prejudiciais. Contrariamente ao grupo de profissionais que são expostos ao ruído em determinadas indústrias, para os quais existe uma legislação específica que os suporta em relação à saúde auditiva, são ainda poucos os países que consideram os músicos como grupo de risco por exposição a elevados níveis de pressão sonora no local de trabalho, talvez porque parece não haver ainda reconhecimento do problema da ocorrência de PAIM.
Autores principais:Pinheiro, Luísa Adriana Rodrigues
Assunto:Perda auditiva Exposição ao ruído Música Orquestra Otorrinolaringologia
Ano:2018
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:Desde a década de 60 que têm vindo a ser investigadas as consequências da exposição à música em orquestras profissionais. Neste grupo em particular, há evidência de que os músicos estão frequentemente expostos a níveis sonoros superiores aos estipulados para outras profissões em contacto com o ruído. Embora seja globalmente reconhecido o maior risco de um trabalhador industrial para desenvolver perda auditiva, tem-se verificado que os músicos também podem sofrer de perda auditiva induzida por ruído e de outros sintomas auditivos, como zumbidos e hiperacúsia. Apesar da existência de algumas diretrizes relativas a este assunto, a falta de estudos comparativos torna difícil prever se as normas relacionadas com o ruído industrial podem ser aplicadas a outras profissões, nomeadamente aos músicos de orquestra, uma vez que se considera que na música, apesar da existência de exposição a níveis de pressão sonora elevados, estes não são predominantes, existindo também uma grande exposição a baixos níveis de pressão, consideradas menos prejudiciais. Contrariamente ao grupo de profissionais que são expostos ao ruído em determinadas indústrias, para os quais existe uma legislação específica que os suporta em relação à saúde auditiva, são ainda poucos os países que consideram os músicos como grupo de risco por exposição a elevados níveis de pressão sonora no local de trabalho, talvez porque parece não haver ainda reconhecimento do problema da ocorrência de PAIM.