Publicação
Safety of gold nanoparticles: a preliminary in vitro and in vivo toxicity assessment
| Resumo: | A nanomedicina trouxe novas e melhorou técnicas de diagnóstico e terapias, e, concomitantemente, novos desafios. Tal como os medicamentos ditos convencionais, a segurança é um parâmetro crucial para avaliar minuciosamente, no entanto, devido à dimensão e versatilidade dos nanoprodutos, a avaliação da sua toxicidade é complexa. Devido à novidade desta área, não existe um procedimento standard de avaliação da segurança, fazendo com que os investigadores adaptem as normas de orientação existentes da medicina convencional. O nosso grupo desenvolveu formulações com nanopartículas de ouro destinadas a serem utilizadas em tumores superficiais como potenciadores da fototerapia térmica, tendo mostrado resultados promissores. Neste trabalho, pretende-se melhorar o conhecimento sobre a segurança das nanopartículas de ouro não revestidas e revestidas, com material polimérico-lípido. Foi realizado um conjunto de ensaios in vitro; a biocompatibilidade foi testada através de actividade hemolítica, citotoxicidade por MTT em células B16F10 e taxa de mortalidade no bioensaio da Artemia salina. Os resultados, no geral, mostram efeitos tóxicos e biocompatibilidade reduzida na formulação com revestimento. Um teste preliminar de toxicidade aguda in vivo foi realizado em murganhos CD-1 utilizando as concentrações mais elevadas testadas nos ensaios in vitro, 0.179 e 0.358 mg/mL. Não foram observadas alterações significativas relativamente ao comportamento e a histopatologia dos grupos testados, no entanto, ocorreu uma morte no grupo injectado com nanopartículas de ouro revestidas a uma concentração equivalente a 0.358 mg/mL, fazendo uma dosagem de 28.6 mg/kg por peso corporal. Tendo em conta que a análise histopatológica de cada grupo não mostrou sinais significativos de toxicidade, pensamos que um aglomerado pode ter sido a causa da morte do murganho. Em resumo, os resultados obtidos fazem reconsiderar o uso de revestimento de material polimérico-lípido ou que é necessária alguma optimização para assegurar uma formulação eficaz e segura. |
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| Autores principais: | Silvério, Inês Torres Pereira |
| Assunto: | Toxicology Nanomedicine Nanotoxicology Gold nanoparticles Cancer Mestrado integrado - 2021 |
| Ano: | 2021 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | inglês |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | A nanomedicina trouxe novas e melhorou técnicas de diagnóstico e terapias, e, concomitantemente, novos desafios. Tal como os medicamentos ditos convencionais, a segurança é um parâmetro crucial para avaliar minuciosamente, no entanto, devido à dimensão e versatilidade dos nanoprodutos, a avaliação da sua toxicidade é complexa. Devido à novidade desta área, não existe um procedimento standard de avaliação da segurança, fazendo com que os investigadores adaptem as normas de orientação existentes da medicina convencional. O nosso grupo desenvolveu formulações com nanopartículas de ouro destinadas a serem utilizadas em tumores superficiais como potenciadores da fototerapia térmica, tendo mostrado resultados promissores. Neste trabalho, pretende-se melhorar o conhecimento sobre a segurança das nanopartículas de ouro não revestidas e revestidas, com material polimérico-lípido. Foi realizado um conjunto de ensaios in vitro; a biocompatibilidade foi testada através de actividade hemolítica, citotoxicidade por MTT em células B16F10 e taxa de mortalidade no bioensaio da Artemia salina. Os resultados, no geral, mostram efeitos tóxicos e biocompatibilidade reduzida na formulação com revestimento. Um teste preliminar de toxicidade aguda in vivo foi realizado em murganhos CD-1 utilizando as concentrações mais elevadas testadas nos ensaios in vitro, 0.179 e 0.358 mg/mL. Não foram observadas alterações significativas relativamente ao comportamento e a histopatologia dos grupos testados, no entanto, ocorreu uma morte no grupo injectado com nanopartículas de ouro revestidas a uma concentração equivalente a 0.358 mg/mL, fazendo uma dosagem de 28.6 mg/kg por peso corporal. Tendo em conta que a análise histopatológica de cada grupo não mostrou sinais significativos de toxicidade, pensamos que um aglomerado pode ter sido a causa da morte do murganho. Em resumo, os resultados obtidos fazem reconsiderar o uso de revestimento de material polimérico-lípido ou que é necessária alguma optimização para assegurar uma formulação eficaz e segura. |
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