Publicação
Estudo sobre a vivência da doença : o auto-conceito e as estratégias de elaboração da ansiedade em crianças com asma brônquica
| Resumo: | A asma brônquica é considerada como uma das doenças crónicas com maior prevalência a nivel mundial, afectando principalmente os países ditos industrializados, tendo uma maior prevalência na infancia. Pressupõe-se que, enquanto doença crónica, possa afectar o desenvolvimento da criança a diversos níveis: nas actividades do dia-a-dia, nas relações familiares, escolares e com os pares, bem como nas suas expectativas em relação ao futuro. Hipotetisa-se ainda que esta doença possa influir no autoconceito, e no modo como a criança elabora as emoções. O modo como os pais acompanham a criança nos cuidados que a doença exige, bem como as repercussões desta nas suas vidas é também um aspecto a investigar, tal como as perspectivas dos técnicos de saúde responsáveis pelo tratamento destas crianças. Este estudo teve como objectivo investigar o auto-conceito e as estratégias de elaboração da ansiedade nas crianças asmáticas, assim como o modo como a doença afecta diversas esferas da sua vida; a percepção que os seus cuidadores têm da doença, e do modo como esta os afecta, incluindo o acompanhamento em termos de saúde, e a relação com a equipa médica; a perspectiva que os técnicos de saúde têm da criança e da forma como esta lida com a doença, da sua relação com a criança e com os seus pais. Elaborou-se uma Entrevista para as Crianças, um Questionário para os Pais, e um Questionário para os Técnicos de Saúde. Foi utilizada a Escala de Auto-Conceito para Crianças e Pré-adolescentes de Susan Harter (Harter, 1985), e a prova "Era Uma Vez..." (Fagulha, 1992; 1997) para estudar as estratégias de elaboração da ansiedade. A amostra é constituída por 32 crianças com idades compreendidas entre os 8 e os 11 anos, com diagnóstico médico de asma brônquica, seguidas há pelo menos um ano em instituições hospitalares e clínicas, onde foram recolhidos os dados. Descrevem-se as estratégias da criança para lidar com a doença e as repercussões da doença nas actividades da sua vida. A nível do auto-conceito, e das estratégias de elaboração da ansiedade, verificou-se, em comparação com dados normativos, que a circunstância da doença não apresentou um efeito negativo, encontrando-se, pelo contrário, nas crianças do 4° e 5º ano uma auto-estima global, competência escolar e aceitação social elevadas em relação ao grupo normativo. No mesmo sentido vão os dados que se relacionam com a elaboração da ansiedade: as crianças da amostra tendem a utilizar mais frequentemente que as do grupo normativo estratégias de elaboração da ansiedade mais desenvolvidas como a Estratégia com Equilibração Emocional e a Estratégia Adaptativa Operacional. |
|---|---|
| Autores principais: | Santos, Maria João Varandas dos |
| Assunto: | Teses de mestrado - 2007 Psicologia clínica Percepção de si Asma brônquica Ansiedade |
| Ano: | 2007 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | A asma brônquica é considerada como uma das doenças crónicas com maior prevalência a nivel mundial, afectando principalmente os países ditos industrializados, tendo uma maior prevalência na infancia. Pressupõe-se que, enquanto doença crónica, possa afectar o desenvolvimento da criança a diversos níveis: nas actividades do dia-a-dia, nas relações familiares, escolares e com os pares, bem como nas suas expectativas em relação ao futuro. Hipotetisa-se ainda que esta doença possa influir no autoconceito, e no modo como a criança elabora as emoções. O modo como os pais acompanham a criança nos cuidados que a doença exige, bem como as repercussões desta nas suas vidas é também um aspecto a investigar, tal como as perspectivas dos técnicos de saúde responsáveis pelo tratamento destas crianças. Este estudo teve como objectivo investigar o auto-conceito e as estratégias de elaboração da ansiedade nas crianças asmáticas, assim como o modo como a doença afecta diversas esferas da sua vida; a percepção que os seus cuidadores têm da doença, e do modo como esta os afecta, incluindo o acompanhamento em termos de saúde, e a relação com a equipa médica; a perspectiva que os técnicos de saúde têm da criança e da forma como esta lida com a doença, da sua relação com a criança e com os seus pais. Elaborou-se uma Entrevista para as Crianças, um Questionário para os Pais, e um Questionário para os Técnicos de Saúde. Foi utilizada a Escala de Auto-Conceito para Crianças e Pré-adolescentes de Susan Harter (Harter, 1985), e a prova "Era Uma Vez..." (Fagulha, 1992; 1997) para estudar as estratégias de elaboração da ansiedade. A amostra é constituída por 32 crianças com idades compreendidas entre os 8 e os 11 anos, com diagnóstico médico de asma brônquica, seguidas há pelo menos um ano em instituições hospitalares e clínicas, onde foram recolhidos os dados. Descrevem-se as estratégias da criança para lidar com a doença e as repercussões da doença nas actividades da sua vida. A nível do auto-conceito, e das estratégias de elaboração da ansiedade, verificou-se, em comparação com dados normativos, que a circunstância da doença não apresentou um efeito negativo, encontrando-se, pelo contrário, nas crianças do 4° e 5º ano uma auto-estima global, competência escolar e aceitação social elevadas em relação ao grupo normativo. No mesmo sentido vão os dados que se relacionam com a elaboração da ansiedade: as crianças da amostra tendem a utilizar mais frequentemente que as do grupo normativo estratégias de elaboração da ansiedade mais desenvolvidas como a Estratégia com Equilibração Emocional e a Estratégia Adaptativa Operacional. |
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